Sociedade

Crianças beneficiam de novas vacinas

A introdução da vacina Rotavírus no país constitui uma das prioridades do Programa Alargado de Vacinação no que diz respeito à um leque de vacinas cuja introdução está prevista para o próximo ano.

Trata-se de uma vacina que permitirá a redução de mortalidade infantil devido a doenças diarreicas, a terceira causa no país.

“Neste momento as doenças preveníveis por vacinação que mais nos preocupam são as diarreicas. No ano passado introduzimos a vacina anti-pnemocócica ( contra a pneomonia) que constitui a segunda causa de morte em crianças menores de cinco anos no país”, revelou Maria Benigna Matsinhe, Directora Nacional Adjunta de Saúde Pública aquando da realização da IV Reunião Nacional do Programa Alargado de Vacinação decorrido semana finda em Maputo sob lema:Vacinar é Plantar Para Colher Saúde.

De acordo com o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, que presidiu a abertura do evento, para além da vacina acima mencionada, O Ministério da Saúde (MISAU) introduzirá igualmente a segunda dose da vacina contra o sarampo, a vacina contra o colo de útero e a anti-pólio injectável.

Para Maria BenignaMatsinhe a introdução destas novas vacinas permitirá a redução do índice de mortalidade infantil. Segundo a nossa entrevistada em termos de coberturas vacinais o Programa tem apresentado bons resultados.

O nosso principal objectivo é vacinar o maior número possível crianças. Infelizmente da avaliação dos nossos inquéritos em termos de cobertura, temos quase 80 por cento, daí que ainda está um pouco distante daquilo que nós pretendemos”, explicou.

Em termos de alcance das metas do Milénio, olhando para o quarto objectivo , no que diz respeito a redução da mortalidade infantil, o país já conseguiu alcançar a meta traçada de 67 por cento, estando neste momento com 74 por cento.

Um dos grandes ganhos da vacinação no país é a redução da mortalidade por sarampo que no passado era a causa principal de morte em crianças com menos de cinco anos. Actualmente o sarampo sequer aparece na lista das causas de morte em crianças no país.

No que concerne a mortalidade infantil Zambézia, Niassa e uma parte de Cabo Delgado constituem províncias com registo elevado.

QUATRO MILHÕES DE DÓLARES

Para as campanhas de vacinação, que ocorrem de três em três anos, o MISAU gasta por média, cerca 4milhões dólares.

Em relação a rotina que é vacinação em projectos de saúde e brigadas moveis, a Saúde está a gastar cerca de 3 milhões para vacinas tradicionais que são aquelas que foram produzidas até 2001.

Luísa Jorge

 

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