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COMEMORAÇÃO DO DIA DA FAMÍLIA: Sem cor, sem luz, sem ânimo

Faltou cor, luz e ânimo numa das comemorações mais esperadas do ano: Dia da Família e do Natal para os cristãos.

Mafalala, Minkadjuine, Nhlamankulu e Jardim, bairros outrora reconhecidos pela sua festividade, estavam praticamente “estacionados”. A verdade é que não houve espaço para manobras, como disseram alguns cidadãos que conversaram com a nossa reportagem. Assim, o “modo festa” não foi activado. O coração não permitiu. Os factores que penderam a desvafor da pompa começam da covid-19 até aos mais particulares.

Silvina Maunde, comerciante, deixou a sua residência localizada em Khongolote às 6 horas do dia 25 de Dezembro. Não pôde estar em família, pois havia extrema necessidade de estar no seu canto de negócio, na esquina de uma movimentada rua do bairro da Mafalala, onde vende amendoim assado.

De semblante carregado, declarou que “não tenho motivos para estar feliz. Está a ver este bebé aqui (apontou)? Este bebé tem um problema de saúde. Não anda, não fala… E em casa tenho mais dois filhos doentes. Todos têm mais de 20 anos e são viciados em álcool. A cabeça deles não regula bem. Senti-me obrigada a sair de casa em pleno Natal para vender amendoim, porque sem isso não teríamos o que comer hoje em casa”.

Na realidade, esta condição (escassos recursos materiais) caracteriza muitas famílias residentes na capital do país e arredores, como a da vovó Nora, uma anciã que desde as primeiras horas da manhã festiva deixou os seus filhos em casa para vender carvão na via pública, no bairro da Mafalala. Leia mais…

TEXTO DE CAROL BANZE
E EDUARDO CHANGULE

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