Sociedade

Bispos católicos encorajam mensagens conducentes à unidade nacional

Os Bispos Católicos de Moçambique reunidos em Conselho Permanente da Conferência Episcopal no final do mês transacto saúdam e encorajam as várias iniciativas, de pessoas singulares ou de grupos, que visam a construção duma verdadeira unidade nacional, marcada por um clima de comunhão, de justiça, de solidariedade, de fraternidade, de paz e de reconciliação.

Para aquele prelado, os moçambicanos devem pautar por valores de grande estima e consideração sobretudo defender a solidariedade com aqueles que passam por dificuldades de vária ordem, sejam elas provocadas pelas calamidades naturais ou por motivos de egoísmo humano.

Os Bispos defendem que o sofrimento dos afectados pelas calamidades naturais deve ser visto como sendo de todos os moçambicanos pelo que “o sofrimentos das vítimas das intempéries é nosso também e de cada um dos moçambicanos que se sentem irmanados pelos mesmos desejos de comunhão, de paz e de solidariedade, porque o imperativo da unidade nacional nos impele a sofrermos com quem sofre e a nos alegramos com quem se alegra, como é próprio duma família em que todos os seus membros comungam da sorte uns dos outros e juntos procuram superar as dificuldades e construir um futuro próspero e feliz”.

Num outro momento os bispos referiram que é a partir da consciência desta busca comum do bem-estar e da felicidade, cimentada nos laços de unidade em que a nossa história comum e secular se foi tecendo e se reafirma o valor da unidade nacional, expressão à qual frequentemente se faz recurso nos meios de comunicação social e no diálogo político hodierno.

“De facto, a verdadeira unidade nacional não pode estar ancorada nos meros limites geográficos do nosso país nem mesmo na letra morta das leis que regem o nosso estado, mas sim na comunhão real dos moçambicanos, animados pelo mesmo espírito de fraternidade e de solidariedade, na construção duma nação feliz, saudável e próspera”, postulam os clérigos.

Segundo aquele prelado, a consolidação da unidade nacional, que constitui um bem inestimável para todos, uma riqueza à qual não podemos nunca renunciar, não pode jamais ser considerada um monopólio exclusivo de alguns grupos fechados em si mesmos e obcecados pela ganância do poder político e económico.

Para eles, como todo o verdadeiro bem – comum, a unidade nacional interessa a todos os membros da sociedade moçambicana: “ninguém está escusado de colaborar, de acordo com as próprias possibilidades, na sua busca e no seu desenvolvimento, pois ela exige ser servida plenamente, não segundo visões redutivas, subordinadas às vantagens de parte, mas com base em uma lógica que tende à mais ampla responsabilização de todos”.

Ainda de acordo com os bispos, a unidade nacional é um bem árduo de alcançar e, por isso mesmo, exige uma capacidade de total renúncia dos interesses meramente egoístas e a busca constante do bem-estar do outro como se fosse próprio.

Alias, na carta episcopal produzida no culminar do encontro refere-se que para consolidar a verdadeira unidade nacional é urgente que todos nos empenhemos na construção dum país próspero e saudável, através da inclusão sócio – cultural, com políticas de acesso à educação de qualidade e permitam a todos os cidadãos se transformarem em agentes do seu próprio desenvolvimento e do país.

“De facto, se a inclusão sócio – cultural, económica e política são os pilares da unidade nacional, o caminho mestre para a sua consolidação é o da procura sincera do diálogo e da participação de todos os moçambicanos na vida do país: através da escuta sincera e respeitosa das propostas e opiniões de todos; da real adequação dos processos de governação à situação concreta do país, procurando sempre actuar aqueles modelos de governação que mais respondam aos interesses de todos os cidadãos, mormente os mais desfavorecidos; através da implementação de políticas concretas de inclusão e de participação de todos na vida da nação”,conclui a mensagem dos bispos católicos.

 

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