Reportagem

Encontrar a infecção em pleno trabalho

Aldo Marchesini, padre italiano naturalizado moçambicano, foi infectado pelo HIV1 em pleno trabalho na maternidade. O incidente não retirou dedicação a este cirurgião cujo trabalho na operação às fístulas tem sido reconhecido dentro e fora de portas.

O professor Aldo Marchesine recebeu recentemente em Nova Iorque o Prémio de População das Nações Unidas em reconhecimento do trabalho que tem vindo a desenvolver no tratamento da fístula obstétrica em Moçambique.

Actualmente a trabalhar no Hospital Provincial de Quelimane, Marchesine é, a par dos professores Igor Vaz e Hélder Miranda, precursor do tratamento da fístula em Moçambique, estando empenhado na formação de uma nova geração de cirurgiões e técnicos superiores de cirurgia com habilidades técnicas e gosto pela cirurgia desta enfermidade. Marchesine treinou quase todos os médicos que cuidam pacientes com fístula obstétrica no país.

Diz-nos, com orgulho, que desde quando aprendeu a técnica operatória, nos seus primeiros anos de cirurgião em África, nomeadamente no Uganda, pouco a pouco foi operando grande número de pacientes, conseguindo melhorar a técnica e procurando transmitir essa habilidade a numerosos colegas, especialmente nos dos hospitais distritais.

Nas páginas seguintes, domingo procura conhecer o dia-a-dia deste médico-cirurgião, busca as suas expectativas e detalha os principais desafios que enfrentou ao longo da sua carreira.

Bento Venâncio

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo