Reportagem

Chegar a Maqueze? Só de barco!

A estrada que liga o posto Administrativo de Alto Changane ao povoado de Maqueze encontra-se totalmente submersa. São sete quilómetros que estão intransitáveis, via rodoviária, devido às 

inundações que fustigaram os distritos de Chókwé, Guijá, cidade de Xai-Xai e foram desaguar em Chibuto, conforme referiu a Administradora, Olinda Langa.

Administradora de Chibuto sublinhou que infra-estruturas como pontecas ficaram destruídas por causa da força das águas e porque se trata de uma zona baixa todo solo está alagado, situação que prevalecerá no mínimo até final do primeiro semestre.

Para minimizar o impacto foram alocadas duas embarcações, uma do Corpo de Salvação Pública (Bombeiros) e outra do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que transportam passageiros e mercadoria, numa média diária de 300 pessoas.

O Chefe do posto local, Albino Machava, referiu que a interrupção provocou constrangimentos na medida em que as pessoas ficaram sem víveres e devem se deslocar frequentemente para Alto Changane à busca de bens alimentares.

‘Em termos de educação, Changane depende de Maqueze, pois é lá onde existe uma escola primária completa e secundária básica, até 10ª classe’,explicou Machava.

Assim, 31 alunos que estudam da 7ª a 10 classe estão impedidos de prosseguir com os estudos, pois os encarregados de educação não permitem que eles atravessem diariamente de barco, devido as ondas que têm surgido naquelas águas estagnadas.

Machava contou que dirige o povoado há quatro meses e que quando chegou a região se debatia com a seca, depois praga de gafanhotos e por fim inundações que provocaram a crise alimentar em 2600 pessoas de Alto Changane e Maqueze.

‘Recebemos 600 quilos de sementes, sendo 200 para Changane e 400 para Maqueze’, disse Machava.

 

Circulação rodoviária continua complicada

A sede do distrito de Chigubo, norte de Gaza, encontra-se isolada do resto da província em consequência das cheias. domingo  apurou que a comunicação rodoviária foi interrompida na ligação com Chinhacanine, no distrito de Guijá.

Ainda na província de Gaza são reportadas dificuldades de circulação rodoviária no distrito de Mabalane, entre Serpa e Combomune, troço caracterizado por muitos cortes na estrada. No distrito de Chókwè, um dos mais fustigados pelas cheias, foram registadas três situações de intransitabilidade, destacando-se a difícil ligação com o vizinho distrito de Guijá.

Ainda em Chókwè são igualmente reportadas dificuldades de circulação no troço Chilembene/Maniquenique e Mapapa/Chilembene.

A situação é também crítica de Ndonga (Guijá) para Ndindiza, onde foram derrubados oito muros de ala de aquedutos ao longo do troco e cortes profundos. De Mohambe para Maqueze, em Chibuto, algumas secções se encontram submersas, o mesmo acontecendo entre Chissano, Bilene e Chibuto, onde não se passa, devido à existência de muitos cortes na rodovia.

Dificuldades são reportadas também na baixa de Alto Changane (ler Reportagem) que ficou inundada, afectando secções de estrada instaladas junto às lagoas. Na ravina junto à margem esquerda no sentido Chibuto/Guijá ocorreram vários cortes devido as inundações.

O distrito de Mandlakadzi não escapou à fúria das águas. A 18 quilómetros do posto administrativo de Macuácua registou-se um corte junto à ponte metálica de Mangunhane, sendo reportadas dificuldades de comunicação rodoviária de Malehice à Mandlakadzi. Viaja-se, também, com dificuldades para Chidenguele.

No distrito de Massangena há cortes na comunicação com Maxaila, a 30 quilómetros da vila-sede, bem como na ligação com Mávuè.

Entretanto, existem várias acções em curso no âmbito dos esforços de reposição normal da rede viária em Gaza, destacando-se acções de monitoria de abaixamento do nível de águas, trabalhos de emergência nas zonas erodidas, colocação de pontes metálicas, entre outras intervenções pertinentes.

Segundo Adalberto Mahumane, substituto do delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), em Gaza, neste momento, decorrem estudos com vista a intervenção mais rápida possível.

“ A circulação rodoviária é muito crítica. procuramos normalizar usando uma circulação provisória, até que ocorram intervenções mais seguras”, disse Adalberto Mahumane.

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