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CASO DÍVIDAS NÃO DECLARADAS: Alexandre Chivale vai à cadeira dos declarantes

Desde o primeiro dia de audiência do julgamento do Caso das Dívidas não Declaradas, 23 de Agosto, que o nome do advogado Alexandre Chivale tem estado a ser badalado na tenda que acolhe a 6ª. Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e pelos mais diversos motivos. A situação deste causídico tornou-se tão espalhafatosa que o inevitável acabou acontecendo. Foi forçado a abandonar o luxuoso apartamento no qual residia, foi afastado do processo e constituído declarante.

A audição a Alexandre Chivale constitui um revês para os seus interesses, uma vez que lhe serão colocadas perguntas relacionadas com a sua actuação como administrador das empresas Txopela, Dandula, Tat, Mabassa Hotel, entre outras que foram criadas pelo seu antigo constituinte António Carlos do Rosário com a ajuda do “explosivo” declarante Imran Issa.

Numa tentativa de se livrar da situação, Chivale produziu um requerimento a solicitar escusa desta audição sob a alegação de que todo o conhecimento que tem sobre a matéria foi no exercício da profissão de advogado, pelo que, à coberto da lei, o seu depoimento seria dispensável.

Porém, da discussão deste requerimento, resultou um entendimento diferente por parte do Ministério Público (MP) e do tribunal, que entendem que o advogado deve ser ouvido, sim, como declarante não pelo exercício da advocacia, mas pelo papel que teve como administrador daquelas empresas, entre outras questões conexas. Leia mais…

TEXTO DE JORGE RUNGO
jorge.rungo@snoticicas.co.mz

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