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CASO DAS DÍVIDAS NÃO DECLARADAS: Tribunal inicia audição a António Carlos do Rosário

A 6.ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo inicia nesta terça- -feira a audição ao décimo nono réu do caso das dívidas não declaradas, António Carlos do Rosário, que, à data dos factos, era director de Inteligência Económica do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE).

Trata-se da figura que é acusada pelo Ministério Público (MP) do cometimento de vários crimes, com realce para o abuso de cargo ou função, corrupção passiva para acto ilícito, associação para delinquir e branqueamento de capitais no quadro da criação e implementação do projecto de protecção da Zona Económica Exclusiva de Moçambique (ZEEM).

Na implementação deste projecto, António Carlos do Rosário foi indicado presidente do Conselho de Administração das empresas rotuladas de Veículo de Uso Especial Projecto (SPV, sigla em inglês), nomeadamente EMATUM e MAM, e a administrador executivo da ProÍndicus, empresas beneficiárias dos créditos angariados com garantias do Estado junto dos bancos Credit Suisse e VTB.

Na audição ao director geral do SISE, Gregório Leão, este remeteu todos os esclarecimentos sobre o funcionamento destas empresas ao co-réu António Carlos do Rosário, que, apesar de ter comparecido na quinta e sexta-feira passadas no recinto onde o julgamento decorre, não teve a oportunidade de ser ouvido pelo tribunal.

António do Rosário, que se tem manifestado de forma irreverente, acenando e sorrindo para os operadores de câmaras das televisões e jornais, como se de um artista se tratasse, também se deixa filmar e fotografar a fazer “salah” (reza muçulmana) na tenda anexa àquela em que decorre o julgamento e que funciona como sala de espera dos réus.

Na sexta-feira, convicto de que seria o dia da sua audição, o antigo director de Inteligência Económica dedicou alguns minutos para fazer um discurso para quem o quis ouvir dizendo que com a sua audição o país iria mudar porque passaria a conhecer a verdade. Fez “vivas” e declarou “abaixo à tirania”. Leia mais…

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