Política

Veteranos de luta repudiam discursos de Dhlakama

Os Veteranos e Combatentes da Defesa de Soberania e Democracia repudiaram, há dias, de forma veemente as declarações incendiárias do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que enfatizam a divisão do país através da criação das chamadas regiões autónomas o que para eles é algo descabido e sem nexo.

Este repúdio foi manifestado a quando da recente visita do titular do Pelouro dos Combatentes, Eusébio Lambo, a província de Manica durante a qual escalou sucessivamente as Cidades de Chimoio e a Vila sede do Distrito de Guru. Dados em nosso poder indicam que a província de Manica assiste um total de 17.447 Combatentes entre Veteranos e Desmobilizados.

Nestes locais os Combatentes mostraram-se bastante preocupados com aquele tipo de discurso belicista que amiúde tem sido propalado pelo líder da Renamo pois o mesmo periga a unidade nacional, um pilar que inspira a sociedade para a comunhão do bem-estar e harmonia do povo moçambicano.

Quando fomos a luta de libertação, nunca pensávamos em libertar Moçambique de Niassa e Save ou de Nampula. Queremos lembrar que a unidade nacional foi o grande segredo da nossa vitória contra o colonialismo português. Nunca devemos pôr isso em causa a qualquer que seja o preço”, recomendou Baltazar Sipanela.

A mesma ideia foi partilhada pelos Combatentes Bernardo Juanete e Tomé Rapolo, residentes na localidade de Chigodole, Distrito de Vanduzi que apelaram para uma vigilância apertada sobretudo nesta fase em que os discursos discursos regionalistas que atentam contra a unidade nacional e a paz tem estado a subir de tom.

Seria uma perca irreparável, dividir o país, numa altura que vamos celebrar os quarenta anos da nossa liberdade como um povo e fruto do sacrifício e sangue dos melhores filhos desta Nação. Por isso, encorajamos o governo a continuar com o espírito de diálogo permanente de forma a evitar o retorno a guerra” disse Tomé Rapolo.

Entretanto, a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, no comité da ACLLN em Manica, está envolvida no desenvolvimento de actividades de renda em todos os distritos onde a organização está representada.

Conforme o informe apresentado recentemente pelo Secretário Provincial da ACLLN, Zeferino Paiva, foram adquiridas 3 viaturas no ano passado tendo sido distribuídas aos núcleos desta organização nos distritos de Barué, Guru e Manica, bem como a aquisição de um terreno em Vanduzi com uma de área de 337 hectares, tudo isso, resultante das contribuições dos membros nela filiados.

Paiva explicou que a organização que dirige tem procurado sensibilizar os Combatentes a fim de procurarem meios alternativos a pensão, que por si só, segundo ele, não satisfaz as todas as necessidades dos veteranos da luta armada.

A título de exemplo, a organização angariou fundos que culminaram com a reabilitação das instalações onde funciona a sede provincial, uma parte das quais esta subarrendada a outras entidades que exercem actividades comerciais.

Com base nesses rendimentos a ACCLN provincial pretende nos próximos tempos adquirir tractor para trabalhar em áreas já concessionadas para a devida exploração, fazendo produção agrícola de média dimensão.

 

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