Política

Pacientes regressam ao hospital mas alunos continuam em casa

Contrariamente ao que se verificava nos dias subsequentes aos ataques da Renamo,  em que partes do pacientes abandonaram os cuidados médicos no Hospital Rural de Muxungue, agora a 

situação também tende a mudar de forma positiva. Os doentes começaram a regressaram à unidade sanitária á procura de assistência médica e medicamentosa.

O médico-chefe distrital de Chibabava, Gilnério Muchave, disse ao nosso jornal que o número de pacientes que afluem àquela unidade hospitalar está a aumentar a cada dia que passa.  Depois dos ataques da Renamo, o número havia baixado drasticamente para menos de duzentos doentes por dia, contra os 400 anteriores. Graça aos apelos lançados pelo Governo e outros segmentos da sociedade, actualmente, a fasquia é de 350 pacientes por dia.

Estamos a subir aos poucos. Logo após os ataques, havíamos baixado muito. Tivemos situações de fuga do hospital. Muitos saíram alegando que preferem morrer em casa do que serem encontrados no hospital pelo inimigo. Como a situação está calma, estão a regressar. Também continuamos com os apelos para consciencializar a comunidade, de modo a trazer os seus doentes ao hospital, porque não há guerra nenhuma. Uns acataram e outros ainda não aceitam, mesmo sabendo que estão enfermos o que é mau“, disse Gilnério Muchave..

No sector de Educação, o problema continua preocupante. A ausência de alunos nas escolas é alta. A título de exemplo, o director pedagógico da Escola Primária e Completa 1° de Maio, Isaias Josefa Mutinga, explicou que de um total de mil e 60 alunos que frequentam as aulas no período da manhã, apenas 570 foram à escola na passada sexta-feira. À tarde, fizeram-se presente 374 educandos contra mil e 227 inscritos naquele turno. A maior parte das crianças que abandonaram as aulas são as que residem distante da escola. Pais e encarregados de educação justificam as ausências, afirmando que devido ao horário, os menores chegam a casa à noite, o que é um perigo para elas, tendo em conta a movimentação dos homens armados.

Alegam que as crianças chegam tarde em casa, daí que não podem ir à escola, porque a segurança é menor. O problema regista-se sobretudo no período da tarde. Mesmo assim, estamos a informar que tudo passou. Não existe nada e que devem regressar as aulas”, disse Isaias Josefa Mutinga.

De acordo com aquele director pedagógico, outras crianças desapareceram com os seus pais e encarregados de educação que, devido aos ataques, abandonaram o posto e foram fixar-se noutras zonas consideradas seguras. O que constatámos na Escola Primárias e Completa 1° de Maio, bem como noutros estabelecimentos de ensino, é que os professores estão presentes nas escolas e as aulas estão a decorrer com os poucos alunos que aparecem. 

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