Política

Nyusi reafirma compromisso com a paz

O Presidente da República (PR), Filipe Jacinto Nyusi, reitera a sua vontade de tudo fazer para a preservação da paz e unidade nacional entre os moçambicanos: “não nos atrapalhem com a guerra. eixemnos trabalhar para resolver os problemas do povo”, disse o Chefe do Estado de forma reiterada nos comícios populares que dirigiu na

província de Maputo.

Segundo defendeu, a paz é fundamental para que os moçambicanos possam trabalhar tendo em vista à satisfação das necessidades e melhoria das suas condições de vida.

A paz é crucial para o desenvolvimento do país. Não queremos guerra entre irmãos. O povo quer sossego para trabalhar sem intimidações ou medo por não saber o que vai acontecer no dia seguinte. Mesmo nas situações em que há diferenças na forma de pensar ou ver as coisas, temos que sentar e discutir até encontrar uma solução, desde que não seja fora da lei,disse o Presidente da República dirigindo-se às populações dos distritos de Magude, Manhiça, Marracuene, Namaacha e cidade da Matola.

Filipe Nyusi desmistificou o seu pensamento sobre a paz, unidade nacional e desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo que sublinhou que sem a paz nada pode ser feito para a implementação do seu projeto de governação.

Para o Chefe do Estado, cada moçambicano tem a obrigação de tudo fazer ao seu alcance para que a paz no país seja efectiva. Afirmou que a paz não é só o calar das armas, “mas sim a possibilidade ou a condição de o cidadão viver sem medo”.

Assim sendo, o Chefe do Estado desafia a todos os cidadãos a estar unidos e repudiar quaisquer tentativas do desvio do processo de construção de um Moçambique próspero, cumprindo deste modo os ideais dos libertadores da pátria, que a 25 de Junho de 1962 uniram-se e expulsaram o colonialismo português.

Para que a população estivesse em sintonia com as suas palavras, Filipe Nyusi fez questão de em todos os comícios entoar a célebre canção que aprendeu durante a campanha eleitoral evocando a necessidade da preservação da unidade nacional.

Ainda sobre a unidade nacional, o Chefe do Estado referiu que tal como ontem os moçambicanos devem continuar a estar unidos para vencer os obstáculos e que a Chama da Unidade lançada a 7 de Abril último em Namatil, em Cabo Delgado, deve ser motivo e momento de reflexão sobre que fazer para que a unidade prevaleça.

“Não podemos perder tempo a discutir a divisão do país, mas sim sobre qual deve ser o papel de cada cidadão na construção de um Moçambique próspero e seguro. A Chama da Unidade ao passar nos nossos distritos tem que nos inspirar sobre que fazer para que as dificuldades que enfrentamos hoje, amanhã sejam vencidas”,disse o PR sublinhando que está pronto para trabalhar para desenvolver Moçambique.

No concernente ao desenvolvimento, Filipe Nyusi afirmou que tal ensejo passa por cada vez mais desenvolver-se esforços no sentido de melhorar a vida do povo, através da construção de estradas e pontes, hospitais, escolas e expansão das redes de abastecimento de água e de energia.

A propósito de estradas apontou como exemplo a conclusão das obras da construção da estrada que liga a vila sede distrital de Magude ao Posto Administrativo de Motaze, iniciadas há cinco anos, bem como o início ainda neste quinquénio da edificação da ponte sobre o Rio Incomati entrada deste distrito via Xinavane.

Depois do distrito de Magude o Chefe de Estado visitou uma associação de camponeses de Xinavane a caminho da Ilha Josina Machel, distrito da Manhica onde foi dirigir as cerimónias do Dia Mundial da Terra.

A este propósito, o Presidente da República procedeu a entrega simbólica de Títulos do Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT,s) a alguns camponeses, tendo afirmado que a terra é propriedade do Estado, razão pela qual deve ser protegida e em nenhum momento deve ser invadida e vendida, “pois é o bem mais precioso que os moçambicanos têm para garantir o seu sustento”.

Em seguida, o Presidente da Republica partiu para a vila sede distrital de Marracuene, onde foi interagir com a população local sobre o desenvolvimento do país, ouvir e aprender desta sobre que fazer para a boa governação.

“Marracuene é terra de heróis”, disse Filipe Nyusi, acrescentando que muitos moçambicanos morreram pela libertação da pátria do jugo colonial, mas hoje unidos do Rovuma ao Maputo reafirmam o desejo de viver em paz e abraçar o caminho do desenvolvimento.

HOSPITAL

IMPRESSIONA

Ainda no distrito de Marracuene o Presidente da República visitou o Hospital Distrital tendo ficado impressionado com o grau de organização encontrada. Na ocasião interagiu com os doentes internadosbem como com os funcionários aos quais pediu para continuar a cuidar convenientemente dos doentes ali internados.

Entretanto, Filipe Nyusi mostrou-se preocupado com o elevado índice de seroprevalência daquela unidade hospital, 17 a 18 porcento tendo incentivado ao pessoal da saúde a prosseguir com o aconselhamento e tratamento dos afectados.

No terceiro dia, o estadista moçambicano escalou a vila fronteiriça da Namaacha, onde para além de reunir-se com a população fez uma visita relâmpago ao posto fronteiriço para se inteirar do seu movimento e funcionamento.

O Presidente da Republica reuniu-se igualmente com os professores do distrito da Namaacha, aos quais reafirmou o seu compromisso de melhorar a qualidade do ensino e as condições de aprendizagem

Aliás, sobre a aprendizagem referiu que ainda neste ano o governo vai alocar em todo o país, um total de cem mil carteiras, no âmbito de apetrechamento dos estabelecimentos escolares com mobiliário.

Respondendo a uma preocupação dos docentes sobre o reajuste salarial que este ano é de 10 por cento, mas que os professores consideram irrisório, Filipe Nyusi afirmou que não é com o aumento do salário que se resolve o problema do professor.

Segundo defendeu, tudo passa pela gestão eficiente do sistema, sobretudo, a aposto na componente formação do capital humano. “A principal preocupação é na capacitação psicopedagógica do professor para que domine os conteúdos que vai transmitir aos seus alunos e depois criar incentivos para que não gaste por exemplo o salário no transporte, uma vez que bastará a alocação de um autocarro específico ou atribuição de uma motorizada para a sua locomoção”.

Refira-se que para ter uma ideia sobre o grau de formação dos docentes, o presidente da Republica visitou o Instituto de Formação dos Professores da Namaacha, ocasião que serviu para aferir os passos de capacitação dos docentes.

Já na cidade da Matola, Filipe Nyusi reuniu-se com os empresários industriais aos quais pediu para trabalhar de modo a atrair investidores nacionais e estrangeiros tendo em vista a criação da riqueza para reduzir os conflitos entre os moçambicanos.

Segundo defendeu, a nossa economia tem um grande potencial para que os empresários possam explorar as diferentes áreas. “Mas é preciso apostar na agricultura que é um negócio viável, duradoiro, para além de que na nossa governação foi eleita como uma das actividades chaves para a melhoria das condições de vida, pois, com comida de qualidade, as condições de saúde serão melhores, até porque o povo está com fome e precisa de ser alimentado”.

Por seu turno, os empresários afirmaram que tem um grande potencial para restaurar a economia nacional desde que lhes sejam criadas facilidades e que o diálogo público-privado produza resultados imediatos e satisfatórios,

Apontaram por exemplo, que é necessário incentivos para que a produção da indústria metalo-mecânica tenha mercado, destacando entre outros produtos, as alfaias agrícolas para as machambas e o mobiliário escolar.

Não me ajoelharei

para pedir a paz no país

– afirma Filipe Nyusi

O Presidente da Republica (PR) Filipe Jacinto Nyusi diz que não gostaria de ajoelhar para um moçambicano para pedir paz, uma vez que cada cidadão tem obrigação de trazer este bem para o bem-estar do país.

Filipe Nyusi que falava numa Conferencia de Imprensa que marcou o final da visita de quatro dias à província de Maputo frisou que é obrigação de cada cidadão comprometido com a paz e unidade nacional, fazer a sua parte para que os moçambicanos vivam em harmonia social.

“Não gostaria de ir ajoelhar para um moçambicano que tem obrigação de trazer a paz. Não gostaria mas se assim for podemos fazer, mas é desnecessário porque o moçambicano tem que ter a consciência de que temos que viver bem. Aliás, outros povos estão a conviver bem e até são amigos dos outros partidos. Porquê nós não podemos trabalhar em harmonia e não precisar da polícia para vigiar este ou aquele”,disse o Presidente da Republica sublinhando que o diálogo é a principal arma para ultrapassar as diferenças.

O Chefe do Estado reafirmou a sua prontidão para se reencontrar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama para se ultrapassar de uma vez para sempre a tensão política prevalecente no país.

“Eu estou pronto para ir a uma reunião com uma agenda clara. Portanto, dialogar para trazer resultados. Se vou a um encontro onde não tenho certeza sobre que resultado trazer para a sociedade fico com dificuldade. Nos primeiros encontros fui com objectivos claros, sugerir para que os eleitos da Renamo tomassem posse, falamos e objectivo foi alcançado’’, disse o PR

O Chefe do Estado frisou ainda que teria dificuldades em ordenar as Forcas Armadas para disparar contra os homens residuais da Renamo. “Nós não estamos a preparar as forcas de defesa para combater o irmão. Em nenhum momento vou fazer isso, E eu como PR teria grande dificuldade para tomar decisão para apontar uma arma a um irmão e não gostaria de estar nessa posição em nenhum momento”.

Relativamente ao diálogo em curso no Centro de Conferencias, Filipe Nyusi afirmou que tem que ter solução duradoira. “O diálogo tem que terminar com soluções positivas para o povo. Acredito que leva mais tempo como foi o caso de Roma, mas agora estamos maduros e com muita experiencia para resolver os problemas. Se for necessário submeter as questões ao Parlamento que tem comissões de especialidades para as questões podemos o fazer”.

Conflitos de terra

Durante os comícios realizados em todos os distritos, o Chefe do Estado deu palavra à população para o aconselhar ou falar daquilo que gostaria que fosse a governação neste quinquénio. Os populares não pouparam esforços tendo falado da falta de emprego para a juventude, conflito de terra e laboral, entre outras inquietações.

Estão usurpar terra dos camponeses  

– Afonso Manhique, residente em Magude

Afonso Manhique, residente no distrito de Magude falou do conflito que opõe a população do Posto Administrativo de Mapulanguene com uma empresa turística devido a usurpação do espaço da população.

Segundo explicou tal empresa turística tem estado a vedar as áreas de pasto reservadas à população, para não falar da destruição das campas onde jazem os restos mortais das famílias nativas daquele posto administrativo.

Ainda no rol das suas preocupações Manhique apontou a falta de energia e água potável na periferia das localidades, bem como a má execução das obras da construção da estrada Magude- Motaze.

Dialogar para a construir a paz

– Marcelino Sitoe, do distrito de Marracuene

Por seu turno, Marcelino Sitoe, do distrito de Marracuene apelou para a necessidade de se prosseguir com diálogo para se ultrapassar a tensão política que se regista um pouco por todo o país.“ O povo já não quer mais a guerra, mas sim paz para trabalhar a terra tendo em vista a melhoria das suas condições de vida.

Para ele, tal como aconteceu em Lusaka, na Zambia em 1974, com a assinatura dos Acordos de Lusaka e de Roma, em 1992, “É preciso continuar a conversar para que se resolva esta crise de uma vez para sempre porque o povo quer trabalhar e viajar a vontade neste pais”.

Segundo afirmou é necessário desvalorizar as afirmações daqueles que negam que Moçambique está a crescer.Admiro as pessoas que mesmo vendo as realizações um pouco por todo o país ainda não querem cair na realidade. O que pedimos é a expansão de energia aos postos administrativos e localidades para continuar a crescer’’.

Abandonar as tendências divisionistas

– Arlindo Jossias, do distrito da Namaacha

Para Arlindo Jossias, residente na vila fronteiriça da Namaacha é necessário que as pessoas repudiar das suas mentes todas tendências divisionistas e conducentes a minar o processo democrático vigente no país.

Conforta-nos o facto de o Presidente da Republica insistir que é preciso dialogar até se chegar a um entendimento para que o país possa avançar. “Nós não gostaríamos de reviver as más noticias do passado da guerra, pois quando se proclamou a independência nacional era para a criação do bem-estar de todos”.

Acrescentou ainda que a população deste distrito pede para que ao longo deste quinquénio resolva-se a problemática da falta de água a este distrito através da construção de um sistema de bombagem de água a partir da barragem dos PequenosLimbombos.

Jossiaspediu ainda ao PR para que trabalha no sentido de criar mais postos de emprego para a empregabilidade das camadas juvenis que depois de concluir a formação ficam abandonados por não conseguir colocação no mercado do emprego.

Reforçar e vigiar o subsídio dos idosos

 – Ana Machavane, residente em Namaacha

Por sua vez Ana Machavane queixou-se da descriminação na atribuição do subsídio dos idosos e segundo afirmou ela própria não aufere os seus direitos porque a equipa da inspeção quando fez levantamento na sua residência viu que ela tinha água e energia.

Para aquela anciã as dificuldades agudizam para aqueles idosos que não tem alguém para lhes auxiliar na busca de água e satisfação das necessidades primária. “Nos alistaram para recebermos assistência social, entretanto, quando chegaram na minha casa encontram uma casa melhorada e daí disseram que não podia receber nada. A casa foi melhorada pelo meu falecido marido e a água e luz as minhas filhas é que disponibilizaram para reduzir o sofrimento na procura deste líquido precioso”.

Acabar com maus tratos nos hospitais

– João Simba, da cidade da Matola

Joao Simba, munícipe da cidade da Matola pediu ao Chefe do Estado para resolver de uma vez por todas a questão de mau tratamento nas unidades sanitárias. “Reclamar a questão da saúde que está a trabalhar mal. As pessoas são mal atendidas e não há medicamentos. Pedimos para que lute com os problemas do sector da saúde”.

Simba que apresenta uma infeção no pé queixou-se ainda do facto de não beneficiar da assistência médica medicamentosa, apesar de ser protegido pelo Estatuto do Combatente. Tenho problemas no pé e quando vou ao hospital exigem muito dinheiro para tratamento, não trabalho onde vou encontrar o valor exigido.

Domingos Nhaúle

Nhaule2009@gmail.com

 

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