Política

Nyusi ouve sabedoria do povo

Filipe Nyusi, candidato da Frelimo às eleições presidenciais, diz que vai produzir  “bom mel” (nyusi significa “abelha” em ximakonde) para o povo moçambicano, caso seja eleito Presidente da República no escrutínio marcado para 15 de Outubro próximo. Por outras palavras, Nyusi pretende dizer que vai trazer bons resultados durante a sua governação e que está pronto a iniciar uma nova caminhada de esperança e confiança na mudança.

No prosseguimento do seu périplo pelo país, o candidato da Frelimo escalou semana finda alguns bairros da cidade de Maputo onde se reuniu com membros, militantes, simpatizantes e população em geral para se apresentar e colher subsídios tendo em vista levar a bom porto o seu projecto de governação.

O seu ponto de entrada foi o campo de Zixaxa, no distrito Municipal de Ka Nhlamankulo, que o apelidou como sendo “pista de aterragem à capital do país” para dar continuidade aos contactos interpessoais e reuniões com militantes, membros e simpatizantes do partido Frelimo.

Nas reuniões que orientou nos bairros por onde passou, Nyusi fez questão de frisar que é portador de três elementos fundamentais que nortearão a sua governação, designadamente, um sonho, uma missão e um projecto.

Segundo afirmou, o sonho passa por tornar Moçambique cada vez mais próspero e unido em torno dos mesmos objectivos. A missão resume-se na consolidação da unidade nacional e coesão nacional, enquanto o projecto baseia-se num novo ciclo de desenvolvimento sustentável e solidariedade social.

Durante o seu percurso por diferentes artérias da cidade de Maputo, Filipe Nyusi foi saudado efusivamente pelos militantes da Frelimo e população em geral que queriam vê-lo de perto.

Foi assim que na sua passagem pelo mercado do Fajardo, os vendedores gritaram que Nyusi era o candidato da sua preferência, de tal forma que tinha que sair do carro para o verem, facto que baralhou a segurança, mas como era um grito especial, nada se fez a não ser responder ao pedido do povo.

E porque alguns já tinham ouvido falar do significado do seu apelido, Nyusi, (abelha em “ximakonde”, sua língua materna), afirmaram que o candidato era a pessoa certa para dirigir o país nos próximos cinco anos.

Neste contexto, gritaram que aguardavam com muita expectativa o “mel” a ser produzido por ele, pois, têm a certeza de que a abelha faz bom alimento que é degustado por todos, além de ser útil no tratamento de várias doenças.

CANDIDATO MULTIFACETADO

Durante o seu percurso pelos distritos municipais de Ka Nhlamankulo,  Ka Mpfumu, Ka Maxaqueni, Ka Mavota e Ka Mubukwani, Nyusi reuniu-se com várias organizações socioprofissionais, tais como, enfermeiros, médicos, professores, associações de vendedores, agricultores e com os praticantes da medicina tradicional.

Nas reuniões com diversas associações de vendedores, o candidato disse que estes eram os principais fazedores da economia nacional e que valorizava o trabalho desempenhado por eles na construção do tecido social humano.

No mercado de Xiquelene, revelou que, ele também já foi vendedor de cigarros na cidade da Beira, negócio este que fazia após as aulas, e que permitiu a compra de chapas de zinco para a reabilitação da casa da sua mãe, na sua terra natal, a aldeia de Namau, distrito de Mueda, província de Cabo Delgado.

Aos agricultores, disse que, sendo filho de camponês, tem noções da prática agrícola e valoriza esta actividade, pois constitui o principal pilar para o desenvolvimento da economia nacional.

Já aos médicos tradicionais, disse que estes desempenham um papel preponderante no sistema de saúde e que a interacção com a medicina convencional deve ser levada avante.

No encontro que manteve com os professores, o candidato da Frelimo afirmou que também passou pelo professorado, dando aulas de Física e Matemática em algumas escolas secundárias e técnicas, actividade que exerceu até ao ano de 2007.

Na ocasião, os professores não deixaram de apresentar as suas preocupações, mormente à melhoria dos salários, integração nas carreiras profissionais, bem como o pagamento de horas extras.

Relativamente às inquietações apresentadas, Nyusi afirmou que não prometia soluções, mas sim muito trabalho e diálogo permanente para a sua solução.

MUNÍCIPES CLAMAM PELO

FIM DA TENSÃO POLÍTICA

Nos encontros havidos, quer com a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), quer com a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e com o público em geral, a tónica dos pedidos foi o fim incondicional da tensão político militar no país.

Joana Fernando, uma das vendedeiras do Mercado Central, pediu a Filipe Nyusi para que logo que chegasse à Presidência da República fizesse tudo ao seu alcance no sentido de acabar com a insegurança que se vive no país, protagonizada sobretudo pelos homens armados da Renamo.

Segundo afirmou, tal situação é inconcebível tendo em conta a existência de membros da Renamo no Parlamento, “que têm estado a instrumentalizar o líder da Renamo, mantendo-o nas matas, quando eles vivem e desfrutam das mordomias na capital do país”.

“Pedimos paz ao candidato, quer dizer, que faça tudo ao seu alcance para trazer Afonso Dhlakama à cidade para deixar de ser guiado como um remote controlo, pelos seus miúdos”.

Olinda Boane, vendedeira do mercado Calane, pediu que o candidato estude as melhores formas de acabar com o consumo de bebidas alcoólicas por parte das camadas juvenis.

Para Boane, a criminalidade que se regista na capital do país tem em parte como origem o consumo desregrado das bebidas alcoólicas, vulgo “Tentação”. “Os nossos filhos já não nos respeitam devido ao consumo excessivo dos chamados “El Salvador”, “Duble Punch” e outras bebidas de elevado teor alcoólico”.

Reagindo a estas inquietações, Nyusi afirmou ser triste e lamentável a situação a que se tem assistido no país, e que o seu partido e Governo estão prontos a dialogar com todos para se ultrapassar as diferenças.

Nyusi convive com família Guebuza

Amanhã, o candidato da Frelimo, Filipe Nyusi vai escalar o bairro de Ka Nhlamankulo, concretamente,  a residência onde cresceu o actual Chefe do Estado, Armando Emílio Guebuza.

Em seguida e no mesmo dia, Nyusi irá visitar a casa da mãe do Presidente da República, vovó Marta, nas Mahotas, onde pretende receber aconselhamento sobre que fazer quando chegar à direcção dos destinos do país.

Ainda esta semana, está prevista uma deslocação a Murupula, terra natal de Guebuza, onde o candidato pretende buscar inspiração para continuar com a construção de infra-estruturas, estradas e pontes, e ideias para prosseguir com a descentralização das competências aos distritos, bem com a alocação dos vulgo “7 milhões de meticais” a estas unidades territoriais.

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