A Organização da Juventude Moçambicana (OJM) deve liderar o processo de consciencialização da juventude para que faça do engajamento digital um momento de construção de consensos e crescimento colectivo.
“Por isso, orientamos a OJM a assumir-se como organização de proposta sobre a integração das tecnologias emergentes no tecido produtivo e social de Moçambique. Que os jovens desta organização sejam pioneiros e não seguidores nesta transição digital”.
A exortação foi feita hoje, pelo Presidente do partido Frelimo, na abertura do II Sessão do Conselho Nacional da agremiação que decorre na Matola, província de Maputo.
Destacou que a aceleração tecnológica que caracteriza o século XXI não é uma ameaça de que os cidadãos devem se proteger, sento oportunidade que deve ser aproveitada de forma estratégica. “A Inteligência Artificial, a computação em nuvem, a economia digital, a automatização de processos produtivos e as plataformas de comércio electrónico estão a reconfigurar as economias do mundo a uma velocidade sem precedente”, afirmou.
Explicou que o Governo assumiu o compromisso de integrar a formação em competências digitais no sistema de ensino em todos os níveis, de criar incentivos para o desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais e de construir parcerias que nos permitam acelerar a capacitação da juventude neste domínio.
Para o Presidente Chapo a utilização responsável das redes sociais é uma dimensão central desta agenda. “As plataformas digitais são instrumentos extraordinariamente poderosos para a mobilização social, para a partilha de conhecimento e para a construção de comunidades. Mas o seu uso irresponsável pode destruir reputações, semear ódio e desestabilizar nações que levaram décadas a construir”.
Nesse sentido, o Presidente da Frelimo apelou aos jovens da OJM para que sejam modelos no uso responsável das redes sociais, combatendo activamente a desinformação, o ódio, a inveja, promovendo um debate honesto e responsável e construtivo. “A voz da OJM nas redes sociais deve ser a voz da razão, da solidariedade, a voz da empatia e da esperança, mas nunca a voz do ódio ou da divisão”, destacou.


