Política

Guebuza recebe comandantes da Polícia

O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Armando Emília Guebuza, recebeu na manhã de ontem, no seu Gabinete de Trabalho, Maputo, quadros do Comando Geral da Polícia e do Ministério do Interior que o iam saudar por ocasião do 39º aniversário da criação da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Na cerimónia estiveram presentes, o Ministro do Interior, Alberto Mondlane, o Comandante Geral da Polícia, Jorge Khalau e outros quadros superiores da Polícia, que apresentaram uma mensagem relativo aos 39 anos da PRM, ontem assinalados.

Com efeito, a Polícia da República de Moçambique (PRM) foi criada a 17 de Maio de 1975 e teve como seu primeiro Comandante-Geral, o tenente-coronel Oswaldo Tazama, já falecido.

Entretanto, a propósito da data e dos 15 anos da ACIPOL , o Ministro do Interior, Alberto Mondlane proferiu uma palestra aos cadetes daquele estabelecimento de ensino do ramo policial.

Segundo ele, os licenciados em Ciências Policiais devem deixar de pretender exibir o seu título académico, apostando mais na demonstração de profissionalismo e domínio da ciência na resolução de problemas da segurança pública.

A palestra tinha como tema um olhar sobre o percurso da ACIPOL: experiências e desafios, onde o orador fez uma verdadeira resenha histórica da academia, desde os tempos em que começou a funcionar como Centro de Formação de Quadros de Michafutene.

Dirigindo-se especificamente aos cadetes e remetendo-se a alguns casos pouco abonatórios em que os graduados exigiram nas suas unidades de afectação um tratamento especial e ostentação do seu título académico, apelou aos formandos para que não repetissem tais proezas. Demonstrou que é pelo profissionalismo, humildade e eficiência operativa demonstrativos do domínio da ciência policial que vão conquistar a simpatia e prestígio.

LIDANDO COM O CONFLICTO DE GERAÇÕES

Na sua alocução, Alberto Mondlane não deixou de abordar o delicado tema de conflitos de gerações dentro da polícia. Demonstrou que na fundação da ACIPOL veio à tona a preocupação relativa ao enquadramento e grau de aceitação que os jovens oficiais, que iniciavam a sua carreira vindo da vida civil.

A preocupação resultava do facto de em cinco anos de formação entrarem para a corporação já como oficiais subalternos do escalão superior, concretamente como Subinspectores, para depois trabalhar com decanos mas com relativamente baixa patente.

O facto de a ACIPOL recrutar primordialmente jovens civis teria também levantado certa preocupação dentre os mais velhos que teriam começado a levantar questões tais como: afinal a ACIPOL é de quem?

Para lidar com este conflito de gerações e preparar o terreno para melhor recepção e enquadramento dos jovens oficiais da ACIPOL, foi preciso criar condições para a formação de oficiais em exercício através de cursos executivos e a introdução do Ensino a Distância.

Agora com muitos comandantes também formados pela ACIPOL já se conseguiu certo grau de harmonia no enquadramento dos jovens oficiais, uma vez que passaram a falar a mesma linguagem científica.

A Academia de Ciências Policiais foi formalmente criada a 18 de Maio de 1999. As celebrações hoje do décimo quinto aniversário da ACIPOL foram antecedidas pelo dia da PRM assinalado ontem em todo o país através de várias actividades dentre debates e campanhas de educação cívica durante a semana.

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