- Maria de Lurdes Mutola, antiga campeã mundial e olímpica nos 800 metros, aponta erros graves no funcionamento e definição de políticas na Federação Moçambicana de Atletismo e sublinha a importância de uma reforma urgente.
Em entrevista ao domingo, Maria de Lurdes Mutola aborda mágoas acumuladas por si no esforço que visa o desenvolvimento mais sólido no atletismo, ressaltando situações impeditivas como a corrupção e puro “nhonguismo”. Revela que, sendo vista como vedeta por tudo o que conquistou para si e para o país, se viu abordada por figuras proeminentes do nosso desporto para pagar, por exemplo, 100 mil Meticais por cada delegação provincial para que ajudasse na formação de novos talentos. Fala de batota nos processos eleitorais e sublinha: “a federação tem sido um desastre em alguns momentos da sua actividade”.
O atletismo ainda lhe corre nas veias?
O atletismo é que me fez ser a Maria de Lurdes Mutola. Então não há como não sentir o seu peso nas pernas.
O atletismo transformou-me, não é? Hoje tenho melhor conhecimento da modalidade e gostaria também de passar o testemunho para os atletas moçambicanos e não só. Neste processo fiquei muito frustrada com certas pessoas. Não queria saber mais do atletismo. Mas as pessoas deram-me forças.Disseram que sou do atletismo e não devia parar de lutar pela modalidade.
Por que tudo isto?
Como sabe, a nossa federação é um desastre, porque o próprio presidente desta agremiação não quis ouvir o que os atletas e associados querem ou aquilo que é o atletismo. Leia mais…

