O embaixador brasileiro Rodrigo Baena Soares foi semana passada recebido em audiência pelo Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, momento que serviu para dissipar alguns equívocos à volta do actual estágio do relacionamento entre aquele país e Moçambique.
Segundo o diplomata, na ocasião
foram discutidos tópicos da relação
Moçambique-Brasil em diversos aspectos
de investimento, o fortalecimento
da cooperação entre os dois
países, tendo em conta que Moçambique
é o principal beneficiário da cooperação
brasileira no mundo inteiro.
“Temos recebido missões em
cada semana, na área de cooperação.
Na semana passada estive no
Ministério do Trabalho e trouxemos
uma equipa técnica. A seguir
terei em Maputo outras missões,
sendo uma do Pro-savana e outra
de cooperação, mais uma vez, técnica.
Portanto, a cooperação com
Moçambique apenas se fortalece,
não há nenhuma maneira de retroceder”,
enfatizou.
Estes factos vieram na esteira do
facto de terem sido reportadas dúvidas
em relação ao financiamento de
projectos que contam com o apoio
brasileiro por causa das implicações
do "caso Lava-jato", o relacionado
com a barragem da Moamba-Major,
bem assim do Pro-savana, sistema
de transporte, entre outros, ao que
Rodrigo Soares, disse:
“Foi bastante divulgado um documento
sobre investimentos, alguns
esclarecimentos seriam importantes
serem feitos. Tendo em
conta que há um novo Governo no
Brasil, actualmente avaliam-se os
projectos existentes e os desembolsos
previstos. Na verdade, são
47 projectos no mundo inteiro,
que incluem parceiros diversificados
do Brasil como a Argentina,
Peru, Angola, Gana e outros países”.
Em Moçambique, de acordo com
a fonte, o projecto Moamba-Major
não se acha envolvido, embora tenha
aceite que estivesse a ser reavaliado.
"Não recebi qualquer informação
de que haveria uma suspensão
por parte do Governo brasileiro do
financiamento de Moamba-Major",
disse, para logo a seguir, e em relação
às dúvidas sobre a integridade do
processo de venda de aviões Embraer
à companhia nacional moçambicana
(LAM), esclarecer:
"Sobre essa questão dos aviões
Embraer, inclusive, houve recentemente
um acordo celebrado por
essa empresa com o Governo dos
Estados Unidos da América que
envolveu uma soma importante
de recursos. Aqui em Moçambique
tem de ser tratado pelos canais
oficiais, neste caso pela Procuradoria-
geral da República.

