Política

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL: Devemos ser um Estado com sentido de existência

Presidente da República e Comandante-chefe das FDS, Filipe Nyusi, disse semana que o mundo tornou-se num lugar inseguro e chamou atenção para a necessidade de mais investigação e pesquisa na área da defesa e segurança, visto que as guerras convencionais estão a ser substituídas por novos actores com novos interesses, que antes não eram tidos em conta.

O estadista citou como
exemplos as empresas de comercialização
de bens materiais
e imateriais, as organizações
não-governamentais, dentre outras,
que considerou áreas para
as quais antes o Exército não
era chamado, mas que é preciso
que esteja atento para o novo
cenário e actue proactivamente
e não de forma reactiva.
Outras ameaças apontadas
pelo Presidente da República
Nyusi são as ecológicas, a exclusão
social, a presença de estados
falidos e ridicularizados que
podem ameaçar a qualquer um.
“Queremos que Mocambique
seja um Estado com
sentido de existência” – ajuntou
Nyusi, para depois concluir
que tudo isto nos leva a estudar,
analisar e debater o ordenamento
do mundo.
Filipe Nyusi falava no decurso
do 17.º Conselho Coordenador
do Ministério da Defesa
Nacional, que terminou hoje,
nas instalações do Instituto Superior
de Estudos da Defesa, no
município de Maputo, que teve
como tema central o aprimoramento
da estratégia para a
consolidação da paz, segurança
e integridade territorial.
Durante a cerimónia de
abertura foram apresentados
e homenageados alguns heróis
contemporâneos, nomeadamente
o homem que abateu um
drone de guerra sul-africano
e o comandante que dirigiu a
força do Exército moçambicano
que interveio no Zimbabwe, na
sequência dos ataques de Ian
Smith. Trata-se de Boavida José
Muiambo e Matias Upende, respectivamente.
Na ocasião, Atanásio
M’tumuke, ministro da Defesa
Nacional, disse que os quadros
da Defesa passaram em revista
o grau de realização das recomendações
do 16.º Conselho
Coordenador e traçaram perspectivas,
desta vez, com ênfase
para a questão da estratégia
para a paz, segurança e integridade
territorial.
A este respeito, o Presidente
Nyusi chamou atenção aos participantes
para que encontrem
estratégias apropriadas para
defender a integridade territorial
na sua total dimensão: terra,
ar e mar.
MILITARES DEVEM
PRODUZIR COMIDA
“As Forças Armadas devem
ser exemplares no cumprimento
da aposta do país
na produção de comida, como
parte integrante da sua capacidade
de actuar nos desafios
de cada momento” – disse Filipe
Nyusi.
O Chefe de Estado enquadrou
a sua mais recente aposta
na produção da comida, indicando
que todos os distritos
têm condições para produzir
pelo menos aves, hortícolas e
cereais, devendo-se especializar
noutros produtos.
Para Nyusi, as forças armadas
não devem ficar alheias a
este processo, devendo cada
unidade produzir.
“No próximo Conselho
Coordenador do Ministério
da Defesa Nacional quero ouvir
relatório da produção de
comida de cada unidade militar”
– determinou o Comandante-
chefe.
Num outro desenvolvimento,
Filipe Nyusi recordou a aposta
trazida por aquele ministério
quando do seu 16.º Conselho
Coordenador, em que colocava
como sua aposta tornar o homem
o centro das prioridades,
algo que foi corporizado por acções
de formação dentro e fora
do país, bem como pelo recrutamento,
treino e formação do
Serviço Cívico.

Francisco Alar
falar@snoticias.co.mz

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