O Governo chinês está a avaliar a possibilidade de cancelar mais dívidas contraídas pelo Governo de Moçambique, como forma de ajudar a ultrapassar as dificuldades que actualmente o nosso país enfrenta, especialmente a nível económico. Até ao momento, foram perdoados cinco milhões de dólares americanos.
Esta informação foi avançada
pelo embaixador
da China em Moçambique,
Su Jian, que manteve
um encontro na
semana finda, em Maputo, com
o Primeiro-ministro (PM), Carlos
Agostinho do Rosário, sendo
que, entre vários aspectos, serviu
para discutir a necessidade
de reforçar a plataforma de cooperação
entre os dois países e,
igualmente, entre a China e Países
Africanos de Língua Oficial
Portuguesa (PALOP), facto a ser
debatido no fórum empresarial
entre China e os PALOP, a ter lugar
no próximo mês de Outubro.
Su Jian referiu que o Governo
chinês irá, ainda, auxiliar na
exposição de metodologias que
permitirão a Moçambique aumentar
a produção da cultura de
diferentes tipos de feijão e reforçar
a reserva nacional.
Entretanto, de acordo com o
diplomata, a China ocupa, neste
momento, o primeiro lugar no
ranking dos países que investem
em Moçambique em áreas como
indústria, infra-estruturas, pesca,
entre outras.
Na mesma data, o Primeiro-
-ministro, Carlos Agostinho do
Rosário, recebeu o embaixador
da Coreia do Sul, Kim Heung
Soo, tendo o encontro servido
para “medir como vai a cooperação
bilateral”, conforme
referiu o diplomata sul-coreano.
Após a visita, Kim Heung
Soo afirmou existir satisfação
em ambas as partes, tendo,
portanto, se referido ao reforço
da intenção do seu Governo de
avançar em investimentos em
áreas como de hidrocarbonetos,
infra-estruturas, agricultura,
educação e saúde, destacando-
-se, neste caso, a concretização
de um plano de construção de
um hospital em Quelimane, na
província da Zambézia.

