Política

Combatentes chamados à linha da frente

Os combatentes são chamados a ficarem na linha da frente na consolidação do espírito de trabalho e na manutenção da paz e unidade nacional. Estas palavras foram proferidas pelo Ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo, no quadro da visita que efectuou há dias à província de Cabo Delgado.

No seu primeiro contacto com os libertadores e defensores da pátria na província de Cabo Delgado, o chefe do pelouro dos Combatentes apresentou a sua filosofia de trabalho para o presente quinquénio no concernente à assistência social.

Na ocasião, Eusébio Lambo debruçou-se das acções em curso para a inserção social dos Combatentes, sobretudo no tocante ao financiamento de projectos de actividades de geração de renda.

Nesse contexto, o governante falou dos desafios que o Governo tem estado a envidar no âmbito da valorização dos feitos dos libertadores da pátria com destaque para a operacionalização do Fundo de Paz e Reconciliação Nacional, criado à luz dos acordos rubricados pelo Governo e a Renamo que se enquadram no fim das hostilidades militares.

Eusébio Lambo falou igualmente dos desafios que o pelouro tem no capítulo de assistência social aos veteranos e aos Combatentes da Defesa de Soberania e Democracia.

A esse propósito, o ministro afirmou que a prioridade é melhorar o sistema de comunicação entre o Combatente e as direcções provinciais, bem como o sector central responsável pelas pensões.

Disse ainda que outro desafio é estimular o combatente a engajar-se no trabalho, promovendo actividades de geração de renda para melhorar as suas condições de vida.

O registo das memórias dos Combatentes pela sua participação na Luta de Libertação e pela defesa de soberania e democracia é outro aspecto a ter em conta para permitir que as gerações mais novas conheçam a história do país.

No decurso de reuniões com os núcleos dos Combatentes os debates giraram em torno da fixação de pensões. Na óptica dos beneficiários, o problema reside no Ministério das Finanças que, vezes sem conta, mistura os processos e na hora de atribuição de números para envio às províncias repetem nomes e os mesmos acabam sendo enviados para os locais errados.

A título de exemplo, os Combatentes de Mueda questionaram o facto de na justificação O Ministério das Finanças vincar que existe repetição de nomes. Ora, segundo os combatentes, não é possível que a tal coincidência interfira desde o Bilhete de Identidade, o NUIT e na certidão de residência.

De forma aberta e franca, os combatentes apresentaram propostas que vão desde a melhoria do processo de registo, passando pelo processo de fixação de pensões. Respondendo às inquietações apresentadas, Eusébio Lambo deixou transparecer a ideia de que todos problemas são do conhecimento do ministério. Ressalvou que depois de assumir o cargo reuniu-se com as direcções provinciais para se inteirar dos desafios da casa.

“Por isso, decidimos enviar brigadas para fazer a nova triagem dos processos com documentos em falta a fim de remeter às finanças. Mas desta feita a revisão dos documentos será feita minuciosamente e de forma presencial”,disse Lambo.

Contudo, o governante avisou que já não haverá novo registo, mas sim, trabalhar-se-á na base de todos os processos devolvidos e os que estão na posse do Ministério e Direcções provinciais. “Nesta ordem, pedimos a colaboração de todos os combatentes”, afiançou Lambo.

 

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