Política

Assembleia Provincial ausculta autoridades locais

Os membros da Assembleia Provincial de Maputo (APM) trabalham desde a semana finda nos círculos eleitorais com objectivo de fazer acompanhamento dos estragos causados pelas cheias na presente época chuvosa que vai até Março próximo. As constatações serão encaminhadas aos órgãos competentes para efeitos de tomada de decisão para dar resposta aos futuros casos.

Numa autêntica romaria pelos distritos, brigadas da APM escalaram alguns distritos propensos às cheias e inundações para avaliar “in loco” o grau dos estragos causados pelos caprichos da natureza.

Despidos das suas cores partidárias, os representantes dos partidos Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) desdobraram-se pelos distritos da Matola, Namaacha, Manhiça e Magude, onde foram se inteirar da magnitude da destruição, sobretudo, das machambas, vias de acesso, designadamente, estradas e pontes.

E porque em algum momento não tinham a mínima ideia do que havia acontecido ou haviam de encontrar, momentos houve em que os membros ficaram pasmos com o rasto de destruição vivido no terreno.

Contudo, os mesmos ficaram com um certo alívio quando se aperceberam que não obstante a dimensão dos estragos, esforços estão em curso no sentido de se normalizar o mais rápido possível o decurso da vida.

Foi assim nas vias de acesso que ligam a sede distrital da Manhiça ao Posto Administrativo de Calanga, onde a população com apoio de empresários locais colocou entulho para permitir a circulação de pessoas e bens.

Em acto contínuo, o mesmo foi constatado nos troços que ligam a sede distrital de Magude, aos postos administrativos de Mapulanguene e Motaze onde em pouco tempo foi possível minimizar os estragos.

Nisso tudo, há que destacar a prestação dos comités locais de gestão de riscos que em tempo oportuno disponibilizaram informação sobre a precipitação o que evitou a perda de vida humanas.

No entanto, a população lamenta a destruição de culturas agrícolas e o arrastamento do gado bovino pela fúria das águas. Os outros animais permanecem dentro da água.

A esse propósito, as populações rogam a Deus para que não chova em grande medida no período que vai até Março para que os seus animais não apanhem doenças por causa da água em excesso.

UM TESTE AO GOVERNO

Como dissemos no início, os membros da Assembleia provincial não pouparam esforços durante o diálogo mantido com as autoridades numa espécie do ensaio para a tradicional sessão de perguntas ao Governo.

Por exemplo, na estrada que liga a vila sede da Manhiça e o Posto Administrativo de Calanga a preocupação tem a ver com a qualidade de intervenção que está a ser feita, concretamente a colocação do saibro.

È que para a população não basta a colocação do saibro sem a montagem de muitos aquedutos, principalmente nas zonas baixas ao longo daquele troço estratégico para o abastecimento em víveres.

Paulo Camilani Manhiça, da associação dos camponeses de Calanga chegou mesmo a pedir aos membros da assembleia provincial no sentido de acelerar a descentralização daquela estrada ao governo distrital.

Na sua óptica se isso acontecer o nível de reparação dos estragos sempre que chegar a época chuvosa poderá ser eficaz, uma vez que as suas recomendações serão ouvidas pelo empreiteiro.

O mesmo cenário aconteceu na via que liga a sede distrital de Magude ao Posto Administrativo de Motaze e aqui o agravante prende-se com o facto de os empreiteiros não acatarem as recomendações dos líderes locais que conhecem bem a realidade do terreno.

A título ilustrativo, a população reclama o facto de numa extensão de cerca de três quilómetros numa zona baixa, o empreiteiro ter colocado poucos aquedutos, com agravante de serem de pequenas dimensões, o que facilita o seu arrastamento e consequente corte da via.

Confrontado com a situação, João Muringano Matola, presidente da Assembleia provincial disse ter registado as preocupações e prometeu levar a quem de direito para que os erros não se repitam.

João Matola acrescentou ainda que sendo mandatário do povo a sua função é auscultar as preocupações da população e remete-las a quem do direito para a sua solução.

Entretanto, antes de partir para o terreno, os membros reuniram-se com as autoridades administrativas dos distritos da Manhiça e Magude onde foram informados sobre o nível de resposta.

O administrador da Manhiça, Artur Chindandali disse no seu informe que as cheias afectaram neste distrito cerca de três mil e 500 famílias, com afectação de cinco mil e 650 hectares, com culturas como milho, feijão nhemba, mandioca, batata-doce, entre outras.

Por sua vez, a chefe do Posto Administrativo de Motaze, Isabel Tembissa afirmou que as cheias afectaram mais de 7 mil habitantes com a destruição de 91.3 hectares de culturas diversas, com destaque para arroz, milho, e amendoim.

Participaram nesta missão para além do presidente do órgão, Pedro Nhamahuco, chefe da bancada da Frelimo, Nelson Chiconela, Chefe da bancada do MDM e Lázaro Bambamba, Maria Helena, Armando Chauque da Frelimo.

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