Política

Armas em mãos alheias não representam ameaça total

O Ministro do Interior Basílio Monteiro disse esta semana em Mangochi, Malawi, que as armas que estão fora do controlo do Estado em Moçambique não representam uma ameaça total à estabilidade do país.

Basílio Monteiro deu esta garantia em resposta a uma pergunta sobre o estágio da recolha das armas que estão na posse dos homens residuais da Renamo e de outros indivíduos não autorizados.

Vincou que a qualquer momento o Governo poderá chegar à conclusão de que não se justifica a recolha coerciva das armas, porque as pessoas estão a entregá-las voluntariamente.

O Ministro do Interior revelou ainda que o Governo não tem elementos que atestam o envolvimento do Malawi na movimentação dos homens armados da Renamo ao longo da fronteira com este país vizinho mas sublinhou que o Executivo está atento.

Nos últimos tempos têm sido reportados alguns casos envolvendo homens armados da Renamo nos distritos fronteiriços de Tsangano e Moatize, na província de Tete, e Morrumbala, na Zambézia.

Sublinhou que as autoridades moçambicanas notaram com satisfação a determinação do Malawi no âmbito da cooperação bilateral e regional para a promoção da paz.

O governante moçambicano prestou estas declarações no encerramento da sessão da Comissão Permanente Conjunta de Defesa e Segurança entre Moçambique e Malawi, decorrida em Mangochi, a 250 quilómetros de Blintyre, um encontro que segundo ele permitiu alcançar consensos para o ambiente de paz e para uma melhor gestão da fronteira estatal.

O Ministro Basílio Monteiro defendeu que a Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre Moçambique e Malawi  tem como objectivo primário procurar aproximar os dois países em desenvolvimento e geograficamente contíguos.

A República  de Moçambique e a República do Malawi são membros da Comunidade de Desenvolvimento da  África Austral, daí que é nosso entendimento que devemos conformar as nossas políticas  de defesa e segurança para um objectivo  global comum”, disse Basílio Monteiro.

Ele observou que sendo os dois estados com povos multiétnicos e multiculturais impõe-se a necessidade de extrair dessa diversidade a riqueza da cultura e vitalidade  das instituições de  defesa e segurança para promover a boa convivência, o respeito mútuo da soberania e integridade territorial  bem como a consolidação e manutenção da paz na região.

Referiu que os problemas de segurança impõem por outro  lado a necessidade do aprofundamento contínuo do diálogo e a consolidação da diplomacia militar para uma cooperação profícua e próspera.

Basílio Monteiro destacou que no campo da cooperação entre Moçambique e Malawi  em matéria de defesa e segurança, as preocupações devem ser avaliadas e partilhadas através de canais eficientes de troca de informações de modo a facilitar a acção oportuna das forças operacionais.

Neste contexto, é nosso desejo dedicar especial atenção às matérias que dizem respeito ao apoio à paz, ajuda humanitária, controlo da imigração ilegal periodizando a interacção entre as forças policiais, militares e todos os intervenientes do sector de defesa e segurança”, frisou o Ministro Basílio Monteiro.

Avelino Mucavele,em Blintyre, Malawi

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