- defendem analistas e académicos
Volvidos 33 anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), académicos e analistas políticos consideram que os acordos foram implementados em grande medida no quadro legal, mas que ainda persistem desafios, daí terem surgido outros conflitos que foram sendo resolvidos por adendas de modo a manter a paz.
Sublinham que, não obstante alguns focos de instabilidade que ocorreram na região centro do país durante este período, os moçambicanos têm sabido respeitar os acordos, de tal forma que o calar das armas veio para ficar relativamente às desavenças entre os antigos beligerantes.
O politólogo José Macuane diz que o AGP ainda constitui um desafio, daí que, ao longo destes 33 anos, foi sendo recriado e reinventado de várias formas. “Em 2014 e 2019, por exemplo, foram consignados outros acordos visando à cessação das hostilidades militares no centro do país. Então, isso mostra que o espírito que levou à assinatura do acordo ou os desafios ainda existem. Tanto mais que há questões que foram objecto do acordo e que hoje ainda constituem matéria de debate”, afirma.
Prossegue, a seguir: “isso mostra que um processo que teve sucesso no início não acaba facilmente. Então é preciso encontrar formas de recriar este espírito do acordo em termos de instituições e de como é que se normaliza a ideia de entendimento entre moçambicanos, na forma como eles estruturam as suas instituições e o Estado, bem assim de como Leia mais…

