Política

A não participação terá consequências drásticas

Miguel de Brito, coordenador residente do Instituto Eleitoral para África Austral (EISA) é de opinião de que seria bom que a Renamo participasse nestas eleições de modo a responder aos anseios 

dos seus apoiantes.

“È importante que os principais actores políticos participem activamente dos processos eleitorais que em última análise lhes pertencem. Aliás, os partidos políticos são apenas veículos para os eleitores expressarem as suas opções, pelo que seria bom que todos participassem nestas eleições”,afirmou Miguel de Brito.

Entretanto, admitiu ser prerrogativa da liderança da perdiz entender não ir aos próximos pleitos eleitorais. “Há que ter em conta que se eles decidiram em não participar estão no seu direito, mas que fique claro que irão sofrer as devidas consequências”.

 “Aliás, não estando representados na CNE não poderão contestar as suas decisões e a outra grande perda é que o seu nome não vai constar nos boletins de voto. A Renamo é um partido maduro para perceber quais são as consequências das suas decisões”, disse Miguel de Brito.

Acrescentou que caso esta decisão seja irredutível vai ser uma grande decepção para os eleitores que ainda nutriam alguma confiança naquela formação política. “Para as pessoas que votam na Renamo porque gostam dela, penso que vai ser uma grande decepção a ausência deste partido, porque não terão a sua opção preferida no dia da votação”.

“O outro aspecto é que para os cidadãos que votam neles não sendo necessariamente seus apoiantes, mas porque estão a fazer o voto de protesto contra o governo do dia não terão outras opções, o que poderá dar vantagem aos outros partidos da oposição”,disse Miguel de Brito para quem a ausência da Renamo irá favorecer aos partidos políticos da oposição para onde os eleitores poderão direccionar os seus votos.

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