Opinião

UM OLHAR CRISTÃO SOBRE O CARNAVAL

Portanto, os que estão na carne, não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de facto, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Romanos 8:8-9

Como não podia deixar de ser, começo por congratular os Camaradas Filipe Nyussi e Eliseu Machava pela sua recente eleição. A Luta Continua! Indo agora ao assunto “Carnaval”, confesso que, infelizmente esta é uma daquelas manifestações culturais “universais!?” que admito a minha total e absoluta ignorância sobre ela. Tenho estado como sempre a “mexer-me” em pesquisas, para encontrar a verdadeira origem e significado dessas folias, para o seu enquadramento no mínimo na nossa cultura Africana, (Moçambicana), ou no Cristianismo, porém, tudo desemboca na mesma: ninguém consegue satisfazer a minha curiosidade, já porque até agora ninguém soube dizer-me com firmeza donde terá saído e para quem serve o Carnaval. Alguns dos meus inquiridos e/ou consultados, informaram que o Carnaval tem a sua origem nos Povos Egípcios, Gregos, Hebreus e Romanos, da antiguidade e estaria relacionado a festas agrárias, isto é, seriam formas do Povo agradecer aos deuses pela fertilidade dos solos e pela abundância da colheita. Soube também que essas festas incluíam orgias sexuais e bebidas aos potes, (tipo o que acontece na época de Wukanyi na zona Sul do Pais, no qual se diz que os problemas dessa altura não se julgam – a timhaka ta Wukanyi a ti lamuliwi). Os participantes, conhecidos por foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando ainexistência.Os Romanos por exemplo, celebravam o Carnaval com festivais chamados “Saturninas” em exaltação a Saturno deus da agricultura. Na altura dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas. Havia até mesmo uma espécie de "bisavô" dos actuais carros alegóricos. Neles, (os carros alegóricos), viajavam homens e mulheres nus e eram chamados de “carrum navalis”, algo como "carro naval", pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores apontam para lá (Roma), a origem da palavra Carnaval. A maior parte dos especialistas, porém, acha que o termo vem de outra expressão latina: “carnem levare”, que significa retirar ou ficar livre da carne, ou “a carne nada vale”, e por isso mesmo, traz na sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Portanto, o que apurei é que as festas doCarnaval eram instituídas para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum – a Quaresma, – que como se sabe, precede à Páscoa. Hoje, alguns entusiastas do Carnaval, falam dele como originário do Brasil, por causa do Samba que se dança no decurso dessas festanças. Só que mesmo a mesma Samba, que aparece como um dos “Cartões-de-visita” do Brasil, afirma-se que o mesmo não é originário daquele Pais da América do Sul, mas, provavelmente, viria do nome AngolanoSemba, um ritmo religioso ea principal forma de música de raíz Africana surgida no Brasil cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado. Portanto, não é certa nem isenta de polémica a atribuição a um país da actualidade, (caso do Brasil), a invenção do Carnaval. O que também não deixa nenhuma margem para dúvidas é que se pode afirmar, com toda a certeza, de que, o Carnaval é uma festividade totalmente alheia ao Cristianismo, portanto que não guarda nenhuma relação com o trabalho ensinado ou recomendado pelo Filho de Carpinteiro de Nazaré. Só para realçar este distanciamento, por exemplo em Roma diz-se que nos dias de folia, tudo se invertia, e, ao participar dessa inversão, as pessoas representavam papéis, e fingiam ser o que não eram. Tanto era assim que, o Rei da festa, o Rei Momo, era um escravo, (da classe mais baixa), e podia ordenar o que quisesse durante as festividades. Nesse seu curto “Reinado” e sobre o seu comando, eram praticados todo o tipo de orgia, bebedeira e lascívia. No termo das festividades, ou seja, no final do quarto dia, o Rei Momo era sacrificado de forma brutal no altar de Saturno. Mas quem afinal é a entidade Momo? Momo, era o deus da irreverência. E, irreverência, segundo os léxicos, é sinónimo de desrespeito, profanação, sacrilégio, ofensa, desconsideração, desculto, desveneração e relaxe. Diante desta definição de Momo dada pelos dicionários, pode-se afirmar com tranquilidade que Momo nada mais é do que o próprioSatanás que se insurge contra Deus e leva os homens à profanarem o seu próprio corpo que é o templo do Espírito Santo. Portanto, em absoluto, o Carnaval é uma festa mundana (e porque não afirmá-lo, PAGÃ), porqueé uma festa que fomenta a promiscuidade, homossexualidade, violência, idolatria, demonismo, lascívia, contendas, parvoíces, prostituição, adultérios, fornicações, uso de drogas, alcoolismo, etc.. Em suma, digo que oCarnaval é, quanto a mim, uma festa incompatível com o verdadeiro cristianismo.Donde, desviar fundos do erário público para a organização do Carnaval, paralisar actividades escolares e aliciar crianças e adolescentes para participarem nessas festas, não faz quanto a mim, nenhum sentido. Foi com muita angústia, que “engoli a seco” algumas vanglórias de dirigentes Municipais a gritarem orgulhosamente que investiram somas avultadas de dinheiro público para a realização do Carnaval, enquanto as ruas da Urbe intransitáveis devido a erosão alegadamente por falta de uma simples Pá niveladora que custa menos de metade do que se gastou no Carnaval. Vistas as coisas dessa maneira, a questão que se coloca é: Será lícito que um Cristão, o mesmo que aos domingos dirige o Coral da Igreja, tocando tambor ou batuque ao som da música sacra, (gospel), o primeiro a participar da Ceia do Senhor (Comunhão), apareça como “Cabeça de Lista” dos organizadores de regabofes Carnavalescos? A resposta é óbvia: um retumbante NÃO! Diga-se o que disser, mas o Carnaval não difere das Novelas e Filmes Pornográficos que ocupam as nossas Televisões, em detrimento dos nossos Teatros e da nossa cultura. O Samba e o Carnaval, nada acrescentam para o crescimento cultural das nossas crianças. Antes pelo contrário…

 

 

 

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