Opinião

Tudo nela era violência

Sobressaltei-me. Até aquele instante caminhava lentamente, cabisbaixo e coxeando amargamente. O sapato aleijava-me a valer. Limpei com as costas da mão direita a lágrima que se desprendera e ameaçava escorrer direitinho para a minha boca.

Parei e remexi os dedos entalados no sapato com o intuito de aliviar a dor. Questionei-me por que comprara aquele par, que ainda ao experimentar senti que me ia dar trabalho. Pior, adquiri-os à noite, numa rua com deficiente iluminação pública, e sem a certeza da cor dos mesmos, se pretos ou castanhos. Dia seguinte, quando o sol irrompeu, depois de o galo ter cacarejado na capoeira do Jotamo, quando ele e muita gente ainda dormiam, descobri que eram pretos-azulados. Terrível.Leia mais…

TEXTO DE ANDRÉ MATOLA

andre.matola@snoticias.co.mz

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