TEXTO DE NARCISA DE LYUBOV NHAMITAMBO
PLANO NACIONAL DE ACÇÃO E O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES
Felizmente, Moçambique dispõe de um Plano Nacional de Acção para a Prevenção e Combate à Resistência Antimicrobiana, alinhado com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da FAO e da Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH). Este plano reconhece claramente a abordagem de Saúde Única e a necessidade de coordenação entre os sectores da saúde humana, animal e ambiental.
Instituições como o Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM) têm desempenhado um papel relevante na investigação, vigilância epidemiológica e produção de evidência científica sobre doenças infecciosas e resistência antimicrobiana. No entanto, a produção de conhecimento precisa ser acompanhada por acções práticas no terreno, fiscalização efetiva e investimento contínuo em serviços de saúde e serviços veterinários.
O MÉDICO VETERINÁRIO COMO AGENTE DE MUDANÇA
O médico veterinário está numa posição única para travar esta ameaça. Não apenas como prescritor de medicamentos, mas como educador, fiscal informal, defensor da saúde pública e guardião da segurança alimentar. Cabe ao veterinário: Recusar o uso injustificado de antibióticos; Promover diagnósticos correctos e tratamentos direccionados; Educar comunidades rurais e urbanas sobre os riscos do uso indevido de medicamentos; Incentivar medidas preventivas como vacinação, biossegurança, higiene e bem-estar animal; Garantir o cumprimento dos períodos de carência e a qualidade dos alimentos de origem animal.
Sem o envolvimento activo dos veterinários, qualquer estratégia nacional contra a resistência antimicrobiana estará incompleta.Leia mais…

