Opinião

PRECISA-SE: BUMERANGUES PARA DLAKAMA E SEUS APANIGUADOS

A tua ruina, (…) vem de ti” Oséias 13: 8-9

Os falantes do português europeu, idioma dos lusitanos,um povo ibérico que no
território que hoje é Portugal, resistiu à penetração romana, definiriam como atitude cobarde o comportamento de alguém que expressa falta de coragem;gesto caracterizado pelo medo ou temor; ou ainda pessoa que não é ousada. Camões chegou mesmo a apelidar de pusilânimes (a mais repugnante das cobardias), numa das estrofes do Canto VI dosLusiadas, àqueles que pensavam em desistir  “duma empresa uma vez iniciada”, em alusão ao descobrimento do Caminho Maritimo para a India.

Por isso, a Cobardia é  tão antiga e presente na vida dos homens que em algum momento, muitos de nós a experimentamos. Sem necessidade  de recorrer a fontes históricas,  bastar-nos-á recordarmos alguns episódios por que cada um de nós terá passado e conhecido ou ter Se acobarbado. Por exemplo, durante as últimas três décadas que antecederam a nossa Independência Nacional, era de praxe que um homem, para comprovar a sua coragem e masculinidade e para merecer a confiança e respeito por todos os da sua roda, deveria reunir e contar no mínimo experiências de passagem por um dos quatro seguintes estágios, fontes de inspiração de coragem: Ritos de iniciação (em particular a Circuncisão), Pastorícia, Trabalho nas Minas e Serviço Militar (Tropa). Sobre a Circuncisão, (Wukwera, Insungi), era condição obrigatória e indispensável para adquirir respeito e “crescimento” em todos os sentidos, pois isso correspondia a livrar-se de alguns preconceitos e aquisição duma nova identidade; Na Pastorícia (Libalane – Rivaleni), era o local onde os jovens adquiriam conhecimentos sobre a liderança, conviver e saber dominar animais, (domésticos e selvagens), e também endurecer os músculos e aprender a pelejar corpo a corpo e; Minas da África de Sul (Jhoni), devia ter trabalhado pelo menos uma vez na vida, nas Minas da África do Sul, (Jhoni, Ndayimana) ou ter cumprido o Serviço militar obrigatória, (Txipadulane). Respeito maior tinha quem tivesse cumprido tal Serviço Militar Obrigatório nas Províncias do Centro e Norte do Pais ou ainda em Macau ou Índia. Digamos que os dois primeiros estágios eram incontornáveis, (Circuncisão e Pastorícia). Mais por desgraça do que por sorte, pessoalmente passei pelos quatro estágios atrás referenciados. Pena é que o tempo não pára, pois, gostaria de registar em Livro as peripécias pelas quais passei em cada um desses tirocínios. Por exemplo, em seguida àCircuncisão, o indivíduo adquiria um novo nome, afora o de Tinhlolo, (escolhido pelos ossículos),atribuído logo após o nascimento. Na Pastorícia “abriam-se” os olhos, através da prática diária de muitas actividades. Para garantir um lugar naquela “Comunidade” alguém devia saber utilizar os seus punhos, saber suportar a sova com resignação e ou conquistar a liderança. As lutas corpo a corpo eram (e se calhar ainda são) diárias e inevitáveis: pela conquista e manutenção da liderança, pela comida ou pelo simples reconhecimento. Até porque o dia em que não se lutasse, dizia-se que o tempo parou. Os mais velhos sempre andavam a incitar “ku qeka” aos mais novos para a lutarem, pois dizia-se que a árvore endireita-se enquanto é pequena, (A nsinya va wu wolola na wu ri wutsongo). O chefe para perder o seu domínio, tinha de aparecer alguém que o desafiasse e o vencesse. Quando o chefe apercebia-se de que tinha em frente um novo adversário à altura, inventava então uma desculpa ardilosa e velhaca apelando aos seus subordinados para o pouparem, alegadamente para não ferir o recém-chegado: “Vocês conhecem-me, se não me agarrarem eu vou sovar este palerma até sangrar. Agarrem-me por favor agarrem-me não permitam que eu massacre este desgraçado”. Desta forma o Chefe permanecia invicto no comando do grupo, até que, um dia, cansados desta ardilosa mania cobarde disfarçada em valentia, ninguém atendia aos seus clamores medrosos e incitavam o novato para provar a sua força. Na maioria dos casos, acabava mesmo por o chefe perder. Vem-me esta recordação pelas esfarrapadas desculpas de Dlakama de alegar que não consegue deixar as matas por causa da presença das Forças de Defesa e Segurança que o querem matar. Eu tenho a plena certeza que nenhum Soldado ou Policia tem o mandado para assassinar Dlakama. Mesmo eu com todos os motivos que tenho para o odiar, ficaria muito triste se o soubesse morto. Todavia, porque não sou hipócrita, confesso que teria maior prazer se um dia ouvisse dizer que continua vivo porém sofrendo de acidente vascular cerebral (ACV), demência, hipertensão, osteoporose, osteoartsose (dor de coluna, joelhos, quadril e mãos), prostatite (cancro da próstata), diabetes, angina, doença de Parkinson, etc., para ele sentir na carne o que faz ao Povo Moçambicano. Ele e os seus seguidores devem pagar ainda em vida o mal que nos causam. Os Australianos têm uma arma de arremesso chamadaBUMERANGUE que, quando arremessada, descreve curvas singulares e volta por fim à mão de quem a lançou. Devia ser assim com os males semeados porDlakama e seus apaniguados. Até hoje ninguém soube explicar-me de que se está à espera para mandar todos os incitadores de violência para a enxovia, (Nkalavoso/djele), donde só sairiam em forma de defuntos. É que, volta e meia alguém convoca os Órgãos de Comunicação Social para avisar que a partir da hora “x”, na zona “y”, os seus “Generais” irão atacar e matar indefesos, e todos correm para cobrir esse comunicado enquanto o arauto permanece calmo no seu confortável Gabinete, rodeado de eunucos prontos para o proteger à espera dos resultados do ataque anunciado. Afinal quando é que alguém é preso por incitamento à violência!? Basta de impunidade e que todos paguem por aquilo que semeiam. Que Deus nos acuda! Assim seja!

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