No dia 5 de Fevereiro, data de celebração da elevação do município da Matola à categoria de cidade, os moradores daquela urbe não só celebraram os 54 anos desta conquista, como também alleluiaram pelo facto de a autarquia ter exibido uma nova frota de viaturas de recolha de lixo. Se me lembro, eram no total 10, todas pintadas a cores verde e branco, que simbolizam a paz e esperança que habitam no âmago dos matolenses.
Nas redes sociais de gente da Matola, particularmente, o assunto era apenas este. Não se falava de outra coisa. Eram debates calorosos à volta dos círculos de conversas. Mas, não foi só nas redes, na vizinhança pelos bairros também se festejou. Houve até quem jurou, de pés juntos, que aquele era o resultado das suas orações. Finalmente, seu Deus lhe inclinou os ouvidos e o seu milagre se materializou.
A dona jurou que assim foi! O certo é que, nos dias subsequentes, as expectativas de ver as ruas livres dos coloridos sacos de lixo, implantados de forma quase que decorativa em cada portão ou esquina das residências, era grande. Era comum, ouvir pela manhã, vozes vindas do fundo dos quintais cheias de recomendações: “Paito, o carro de lixo passou ontem?”; “Maria, organiza bem o lixo na entrada, que amanhã o carro certamente vai passar, ouvi dizer que estavam sem combustível!”, e outras ainda dignas de um derramar de lágrimas como: “Coloca os sacos bem na margem da estrada, pois devem andar sem muita paciência de multiplicar passos para carregar lixo de semanas” e “ ica atento ao barulho do carro de lixo para ajudar a carregar”. Leia mais…

