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Ausência das grandes potências na “COP 30”

Por Luísa Jorge

Semanas depois do derramamento de sangue nos complexos do “Alemão” e da “Penha”, protagonizado por autoridades policiais para conter o violento domínio territorial das facções criminosas, o que levantou acesos debates, com uns a apelidarem o acto de bárbaro e contra os direitos humanos; e outros a levantarem as mãos aos céus convictos de haver naquele acto uma intervenção divina, eis que o Brasil voltou a estar sob as luzes da ribalta. Desta vez como anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre o clima, a “COP 30”.

O Presidente Lula da Silva sempre se destacou nas conferências do clima com discursos incisivos e chamando “os bois pelos nomes”. Há dois anos, na “COP 28”, que teve lugar nos Emirados Árabes Unidos, o estadista brasileiro refrescou a memória dos líderes presentes ao referir-se a promessas não cumpridas. Também apelou ao fim de discursos bonitos, contudo, vazios, numa altura em que, considerou, o planeta já não espera para cobrar o prejuízo às próximas gerações e sucumbe aos olhos de todos. Coincidentemente, estas palavras foram proferidas enquanto os termómetros mundiais apontavam o ano de 2023 como o mais quente dos últimos 125 anos. Um exemplo claro da factura que o planeta está a pagar por falta de redução adequada das emissões de carbono e cumprimento de outras medidas consideradas cruciais para reverter a situação, sobretudo, por parte das grandes potências industriais. Leia mais…

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