Opinião

Obrigado, Mukokani Tamele!

Mukokoni é o nome tradicional pelo qual é também conhecido um dos músicos moçambicanos que mais admiro. Tomara não seja este um pretexto para uma discussão; é dos músicos de eleição, para mim e ponto final. Não me canso de ver os seus concertos.

Voltando ao “fio da meada”, há quem diga que os nomes acabam traçando, de alguma maneira, a forma de ser e de estar da pessoa. Falácia ou não, verdade é que os pais de Aniano Tamele decidiram chamar-lhe também Mukokani, termo tsonga que significa, na língua de Camões, o que atrai, ou seja, o que está no centro das atenções.

Em Aniano Tamele vejo uma pessoa afável e de humildade invulgar… homem que não faz questão de ser notado. As suas composições, isso sim, é que fazem dele um verdadeiro Mukokani, qual arrasta multidões!

É o que fomos dados a assistir na noite de 18 de Abril, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. Uma sala completamente cheia de gente de todas as camadas sociais, ávida de ver Mukokani a interpretar temas que estão a marcar a sua já longa carreira musical, casos de Tsunela Papai, Rosemary, Mutchado, Uli ndzi Fana naye, Vulakula N’kata, Nkosicazi, Swivulavula, apenas para citar alguns exemplos do seu vasto repertório.

Som e luz estiveram à altura; o mesmo se pode dizer em relação à inquestionável performance dos coristas, banda e convidados – Safira José, Cambezo, Rei Dragão e António Marcos, o Mayengane.

Por António Mondlhane
antonio.mondlane@snoticias.co.mz

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