Opinião

O teatro, a lei e quejandos…

  • Não esqueça o que é ser um marinheiro apenas porque é um capitão – anónimo

Março escapou-se-nos entre as mãos como água nas areias quentes de verão. Abril, por sua vez, abre-se como pétalas de um girassol e recebe-nos com promessas de novas núpcias. É a cena das esperanças por dias melhores; aliás, é essa crença que move os Homens ao longa da jornada terrena. Esperando sempre por dias mais leves e frescos. Com menos turbulência e mais amor… afinal, é a esperança que nos faz falar sem gaguejar, amar sem hesitações, e viver sem ponto final… a esperança é mesmo doce.

Tão doce quanto Março. Um mês especial. É o mês do teatro. O teatro é a arte suprema. Congrega todas as outras, desde a música, literatura, artes plásticas, escultura… e culmina com o próprio acto de representação. Poucas actividades lúdicas reúnem tanto dentro de si mesmas. O teatro é a excepção… por isso dura há milénios e, apesar das contrariedades, vai perdurar mais ainda.

E por falar em contrariedades – ainda que o disco esteja riscadíssimo – vale a pena lembrar que cada vez mais faltam espaços para a prática do chamado teatro convencional. Não temos salas. Sobra- -nos muito pouco. Em Maputo, a título de exemplo, para os mais de dois milhões de residentes, há só duas ou três salas… risível, no mínimo. Leia mais…

Por Belmiro Adamugy
belmiro.admugy@snoticias.co.mz

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