Opinião

MUTONYEDHO: Um portista no meio de benfiquistas

Ao meu amigo Sinito que me mostrou Portugal de Lisboa a Bragança, passando pela antiga estrada nacional.

Fim de tarde, por volta das 17 horas e 30 minutos, estava no restaurante Casal Minhoto, na Quinta da Piedade, via longa, em Lisboa, Portugal. Aqui, no Casal Minhoto só entram benfiquistas, e, por outro lado, a casa esta completamente engalanada com as cores vermelhas. Quando o Sinito (Paquito para alguns amigos) me disse que devíamos pedir qualquer coisa para comer, solicitei um peixe robalo escalfado com salada e o meu acompanhante pediu chocos grelhados sem tinta, acompanhado de batata a muro e legumes salteados. Para beber, pedimos um vinho tinto da casa – Dona Ermelinda – servido numa jarra de barro pintada de branco, com o emblema do Benfica.

Jogavam Braga/Sport Lisboa e Benfica, para a primeira liga. Se o Benfica ganhasse ficava a 2 pontos do meu Porto. Braga marcou de grande penalidade nos primeiros minutos do jogo, porque o árbitro castigou uma falta cometida pelo defesa Ruben Dias. Pizzi fixa os olhos no guarda-redes Tiago Sá, arrancou para a bola, fez uma paradinha e rematou forte para o lado direito. Foi golo… Depois do golo, silêncio absoluto. Os benfiquistas fervorosos gritavam “postas de pescada” maldizendo o adversário e, como sempre, o árbitro era o culpado. Nas mesas espalhadas pela sala, mulheres, homens, jovens e algumas crianças gritavam a cada jogada. Uns pediam um “fininho” outros vinho tinto ou branco.

Eu era o único portista na sala, por isso não me podia manifestar, para não correr o risco de ser “corrido” do Casal Minhoto. O jogo continuava com remates nas duas balizas e o Braga não querendo deixar a oportunidade de estar a jogar em casa com o seu público, mas o Benfica não queria deixar mal os doze mil adeptos que acompanharam a equipa do coração ao reduto do adversário. Um passe bem feito, um drible aqui e outro ali, o lateral-direito passou por dois adversários, corre até próximo da marcação de canto, fez um cruzamento para a zona da grande penalidade, um cabeceamento com conta peso e medida e o guarda-redes completamente estirado no ar, conseguiu desviar a bola para a linha do fundo. Porque a jogada foi excelente, palmas no Casal Minhoto. Leia mais…

Por António Barros

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