Vamos abordar conceitos, baseando-nos num facto que serviria para alimentar uma Reportagem muito fora do comum. A única particularidade é que, nesta vertente, caberá ao leitor encarregar-se de classificar qual dos conceitos faz jus aos factos que iremos descrever em seguida. Por volta das 8.00 horas, do dia 11 de Fevereiro, viajávamos num autocarro, que foi mandado parar por dois agentes da Polícia de Trânsito, no semáforo da zona da antiga “Brigada Montada”. Até aí, parecia que estava tudo normal, mas o que se seguiu foi mesmo de “bradar os céus”. Estávamos na hora de tráfego intenso, com tantas viaturas a rumarem para o centro da cidade capital, quando testemunhámos o mais caricato cenário na via pública.
Na ocasião, todos os carros estavam à espera que o sinal verde iluminasse no semáforo, com vista a retomar a marcha. O autocarro em questão estava cheio, digno de tal adjectivo. O cobrador, praticamente, já havia acabado de recolher o valor da tarifa a todos os passageiros, até porque a distância do local para a zona da baixa não era tão signifcativa como podia parecer. Enfim, veja- -se, o que se sucedeu posteriormente.
Os agentes da “PT” mostraram-se irredutíveis perante a exigência dos passageiros, que tanto insistiam para que o autocarro fosse conduzido até ao terminal da baixa e, a partir daquele ponto, o diferendo com o motorista pudesse ser resolvido, fosse qual fosse a irregularidade que estivesse em causa. Nada! Quem manda somos nós e ponto final!
O semáforo abriu e fechou numa sequência de vezes, que até perdemos a conta. Bastava, por exemplo, que o veículo fosse conduzido até a paragem que se localiza imediatamente ao semáforo, para se poder libertar a via, nem a isso os agentes quiseram ligar.
Apenas insistiam que os passageiros descessem naquele ponto, veja-se, no semáforo, sem querer os agentes, no mínimo, se preocuparem com o embaraço que o autocarro estava a suscitar no meio daquela diligência tão incomum no que à regulação do tráfego diz respeito. Deixemos para lá! Leia mais…

