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A ponte-cais da Inhaca

Por Benjamim Wilson

A julgar pela pomposidade da infra-estrutura, a ponte-cais da Inhaca apaga um cenário dramático que se experimentava sempre que fosse possível escalar aquela região insular da cidade de Maputo. Contribuía para um cenário desafiante a ausência de uma ponte de acostagem. É que, depois de aproximadamente uma hora, que o visitante navegava em águas profundas em barcos maiores, ainda era sujeito a ter que fazer uma distância de pelo menos 50 metros, em pequenas lanchas, a troco de uma vintena, simplesmente para se conseguir alcançar a extremidade da deslumbrante ilha.

Na memória fica o momento mais dramático que se viveu, justamente na altura em que oficialmente se interditou a ponte antiga, cuja maior parte acabaria por ser engolida pelas fortes águas do alto mar.

Foi um momento de elevada comoção, que acabou por ter impacto em muitas pessoas que gostavam de aproveitar a frescura existente naquela ilha, habitualmente aos fins-de- -semana. Com o tempo, as pessoas foram se acostumando às formas improvisadas de acessar à ilha, até porque as razões fortes eram mesmo as sensacionais maravilhas naturais que habitam em KaNyaka. Não se tem a dimensão até que ponto o facto de, desde o tempo que deixou de existir uma ponte de acostamento marítimo, tal situação poder ter implicado numa diminuição da frequência de turistas para aquele destino contagiante.

A julgar pela estrutura arquitectónica, a nova ponte vai se tornar numa centralidade, motivo de conforto para os visitantes, fazendo com que KaNyaka fique tão perto lá longe. Outros há que, tanto com o objectivo de praticar turismo, como para visualizar a nova ponte-cais, desejarão efectuar uma deslocação para ir ver “in loco” como é que está erguida aquela infra-estrutura. Leia mais…

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