A cidade, segundo Aristóteles, é muito mais do que um espaço físico; é uma comunidade onde o homem pode alcançar a plenitude, um lugar de participação cívica. Confesso que gosto desta visão aristotélica, alargada, pelo douto Platão como espaço para a razão e a justiça. Simples, claro e directo. Obviamente que, para o alcance desses desideratos, cada membro deve fazer a sua parte, contribuindo para o bem da comunidade. Mais ou menos do tipo eu faço a minha parte e tu, porque parte do grupo, fazes a tua parte… no final, naturalmente, saímos todos a ganhar. É quase uma visão romântica da vida… mas é também agradável!
A cidade joga também um papel profundamente sensorial, sobretudo se a entendermos como um lugar onde se cruzam sensibilidades e lugares. O espaço, na cidade, tende a ser visto como um pano de fundo mais ou menos homogéneo, com as suas complexidades, experiências e acções. No meio urbano, somos, quase sempre, avaliados pelos nossos actos e pela relação que construimos em função dos espaços particulares das cidades. Leia mais…

