Por imperativos profissionais, tenho estado no Chiveve. Um daqueles fados que o destino ou a vida nos prega, quando os cabelos começam a submergir ao de leve e as certezas seguem inexoravelmente o mesmo caminho. Digamos, em jeito de autocomiseração, que é um jeito simpático da vida nos mostrar outros caminhos que, eventualmente, poderíamos ter percorrido, mas, por ironia do destino, só quando o pente começa a ter pouca serventia, nos são presentes… e podemos escolher – graças ao livre arbítrio – se padecemos ou nos conformamos.
Mas, como diz o vulgo, essa é outra canção…
Pois bem… naturalmente – porque é assim mesmo – mudar é sempre um acto doloroso (mesmo com uma pretensa preparação psicológica). São muitas coisas que, desde logo, desafiam o sujeito; a casa, os móveis, o dia-a-dia… a distância com os familiares, amigos e outros que tais…o clima, a proximidade ou não com lugares e cheiros; cores e plantas. Enfim, são muitas coisas.
Mas, felizmente, Deus nos deu essa bendita capacidade de adaptação. Darwin foi mais escorreito: ou você se adapta, ou desaparece. Simples assim. Então entramos no processo. Embate aqui, sorriso ali, conselho lá e outras tantas coisas além. O processo de adaptação devia incluir a língua ou línguas locais, detalhe que está a ser complicado porque, curiosamente, o grosso jura não falar, embora nados e criados aqui mesmo… óbvio que falam entre eles, num acto que lhes permite comentar coisas sem que eu possa entender. Leia mais…

