As culturas têm dissemelhantes conceitos e entendimentos sobre o que é considerado belo, e esteticamente desejável. Sabe-se que desde os tempos mais recuados as praxes culturais e respectivas representações são gravadas nos corpos e ganham vários sentidos e se modificam ao longo do tempo. Por isso, a construção da imagem de um corpo não é estanque. Os padrões, sejam eles quais forem, são incorporados e não se limitam à materialidade, mormente na forma ou aspecto visual, mas são largamente influenciados pelos movimentos artísticos, sociais, religiosos, económicos e até políticos.
Enquanto alguns povos viam a conquista da beleza por intermédio da descoberta da verdade, outros acreditavam que a beleza era um pressuposto da verdade, rejeitando, portanto, qualquer intervenção externa. Nos dias que correm, com o advento das tecnologias de informação, reforçados pela cultura de massas e grandemente pela televisão, bem como da internet, o conceito do belo e da beleza atingiu níveis insanos, quase de um paroxismo esmagador. Há, por assim dizer, uma ressignificação quase diária de todas as ideias que se construíram e que foram repassadas ao longo dos tempos. Leia mais…

