Opinião

Kuntimpiri e o filho

Aos meus conterrâneos naturais de Macuse. Os de Islampura e da Feira Voabil

“Desgraçado! Nunca mais tentes bater no meu filho” – assim, desvairado, gritava o velho ABarros para o Silva Monteiro, um comerciante de Macuse, Feira Voabil, onde vivíamos. Os locais conheciam Silva Monteiro como Kuntimpiri, comerciante que tinha uma loja perto do estabelecimento comercial Leonor Max Lener, pertencente à família Tayob Rassul.

Jogávamos futebol no pátio da casa do senhor Djuma, encarregado da estufa que transformava o coco em copra – eu, Yunuss, Iqbal, Arune Cassamo, Acthu (mais conhecido por Galho), Anuar, filho do Alique, Baphu (padre da mesquita), o Adjadjulah, filho do Bangui da mesquita, o Carlitos (filho do Kuntimpiri), os irmãos Palha (Beto e Senito), o Shabir Sidi, entre muitos outros, cujos nomes me falham da memória (pudera, passam mais de 50 anos). Adrenalina muito alta, jogo de nervos – Islampura contra a Feira. O jogo decorria taco-a-taco. Carlitos flecte para o lado direito, passa a bola em profundidade para o Iqbal, corre em direcção à baliza, roda sobre si próprio, tentava driblar, mas o Beto, defesa de pernas compridas, não o deixa passar. Entrou em falta. Leia mais…

Por António Barros

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