
Texto de Pedro Nacuo
nacuo49nacuo@gmail.com
Na semana em que a igreja superiormente, através do Papa, pede desculpas na América Latina, de-signadamente, no Chile, pelo comportamento menos digno dos seus ministros (missionários), em Moçambique, África Austral, nomeadamente em Nampula, e, por uma questão meramente política, exige que se lhe peça desculpas.
Bem dito: à humildade de todo um mundo católico se contrapõe à sua falta, numa célula do mesmo universo, localizada no meu país, em tempo de campanha eleitoral, aparentemente querendo não ser confundida com partidos, quando na verdade, com o gesto faz-se confundir com eles, de forma nítida.
O que aconteceu foi o seguinte: em nota de protesto n.º 001/GA/2018, de 9 de Janeiro, o Gabinete do Arcebispo de Nampula escreve para o Primeiro Secretário da Frelimo, na cidade Nampula, manifestando a sua indignação por membros daquele partido se terem permitido, sem consentimento nem conhecimento, colocar panfletos de propaganda eleitoral do seu candidato à presidência do Município, no muro de vedação e no portão da residência episcopal do Arcebispo, na Rua D. Manuel Vieira Pinto, no bairro de Namicopo.
Sendo a Igreja católica uma instituição religiosa sem nenhuma filiação partidária (…) pediu, em termos de exigência que fossem imediatamente retirados todos os cartazes do Partido Frelimo colados no muro de vedação e portão em causa e repintados os espaços sujos pela colagem e descolagem dos panfletos para lhes devolver o seu aspecto inicial.

