Opinião

Fui!

Havia um chefe da então localidade de Méti, quando pertencia ao distrito de Ribáuè, hoje posto administrativo adstrito ao também novel distrito de Lalaua, em Nampula, que, como era da época, lidava com a comunidade sob a sua jurisdição ao mesmo tempo como um autêntico comissário político, administrador, professor, agente de saúde pública, jornalista…

Chamava-se Daniel Sete-e-meia, mais tarde, Cueteya Maqueia. Era muito amado, não somente porque fosse popular, mas, sobretudo, tratado como filho de todos os residentes de Méti, tal era a sua simplicidade, humildade, o desempenho institucional e o seu fino trato nas relações públicas.

Quando fosse para falar de nutrição ele convocava uma reunião com os líderes mais destacados das povoações a quem transmitia a educação sobre muitos comportamentos considerados tabus na esperança de que fossem retransmitir aos seus mais directos subordinados nas aldeias de Nachirico, Nauauane, Neoce (Nipende), Cahia, Munheuene, Mutumar, etc.

Fazia o mesmo quando se aproximasse o período de matrículas para fazer passar a mensagem da obrigatoriedade de todas as crianças irem à escola, tal como quando fosse para dar ordens aos líderes comunitários para que as estradas ao longo de cada área ficassem limpas e com buracos tapados. Só com a mobilização as estradas Méti-Namecuna ou Méti-Lalaua ficavam permanentemente transitáveis.

Por Pedro Nacuo

pedro.nacuo@snoticias.co.mz

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