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Fartura na mesa dos profetas

Por Jornal domingo

Depois das cheias que devastaram a zona sul do país, sobretudo Maputo e Gaza, milhares de famílias continuam a tentar reerguer-se. Casas destruídas, pequenos negócios arruinados, desemprego agravado e mesas vazias. A realidade é dura e não precisa de dramatização. Basta olhar em volta. É neste contexto que circularam imagens de pastores e profetas sentados em restaurantes, diante de mesas fartas.

A indignação que se seguiu não nasceu da inveja. Nasceu do contraste. Este texto não é um ataque à fé, nem à igreja, nem ao direito de alguém desfrutar do fruto do seu trabalho. O ponto é outro. Liderança espiritual implica responsabilidade simbólica. Quem orienta consciências não comunica apenas com palavras, comunica também com gestos, escolhas e cenários.

Muitos fiéis são ensinados a jejuar longos dias, a evitar excessos e a não se apegar ao material. São incentivados ao sacrifício constante como prova de espiritualidade. Até aqui, nada de novo na tradição cristã. O problema surge quando o discurso de renúncia é unilate ral. Quando o sacrifício parece ser sempre exigido ao mesmo grupo, enquanto o conforto se concentra noutro. Leia mais…

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