Opinião

Em Jeito de Vigilância

O presidente Filipe Nyusi diz e bém que os moçambicanos não podem ficar reféns da violência.

Muito bem, todos concordamos,…Mas o detalhe relevante, é  todos sabermos quem é o promotor do clima de violência, e aquele que de forma recorrente  vem  cantando e rindo com afirmações como : vai atacar a capital, derrubar o governo se não lhe fizerem a vontade com o caso  do Anteprojecto das Autarquias Provinciais, sem enquadramento legal à luz da Constituição.;aquele que de modo corriqueiro por outros motivos políticos, vem colocando o coração dos moçambicanos em sobressalto.

A aparente permissividade perante um quadro de incitamentos a violência como arma política, coloca-nos a todos nós defensores da democracia constitucional, em posição delicada em relação a um quadro social e politico que adensa, pois , é dever  defendê-la , dos agentes da subversão sócio  politica e da ordem constitucional vigente usando meios ilegais.Não se pode falar em sustentabilidade democrática, ou mesmo económica, enquanto Afonso Dlhakama não tiver  a mente  desarmada.

As previsões económicas são sempre optimistas com o crescimento a apontar os 8 por cento para os próximos 5 anos, contudo enquanto o espectro de ameaça pairar no ar, o optimismo económico pode dar lugar ao desastre.Por imposição de forças ocultas que a orientam, a Renamo joga com esse quadro de incertezas, não estando interessada no bem estar dos moçambicanos.De lembrar que o promotor da violência, no ano findo passou a vias de facto,matando vários de nós, para finalmente assinar um acordo de cessação de hostilidades com o governo, o qual não respeita.

Embora as forças residuais da Renamo andem ai armados contra vontade do cidadão, não possuem capacidade militar,de sustentar  a ameaça do seu chefe, e a prova é que mesmo na guerra de 16 anos, não foram capazes de tomar uma vila que fosse.Em Gaza onde a Renamo não conseguiu eleger sequer um deputado, a presença de homens armados da organização tem, quanto mim um um siginificado politicamente simbólico ditada da sua direcção.É o sintomático sinal de desespero.

Manter a democracia  sob ameaça tem sido até aqui a arma, por existir um certo silêncio, de sectores que a meu ver deveriam ter  respondido atempadamente, e de forma efectiva a este tipo de ameaça.Nunca entendi o silêncio da Procuradoria Geral da República, e neste particular nem  da entidade civil, como ordem dos advogados, e outras organizações inerentes.Perdemos sempre a razão quando nos silenciamos.Uma coisa é sabermos que um dia vamos certamente morrer, e a outra a Renamo jurar que muitos de nós iremos morrer, caso o governo não faça o que a Renamo pretende.

Existe uma diferença entre liberdade de expressão, e o incitamento à violência, assim como os sonhos tribalistas, e  um discurso politico intelectualmente analfabeto, como como arma de arremesso político.A impunidade deste tipo de guerra  psicológica, fecunda sempre na mente do cidadão menos preparado.Afinal quem permite estes desvarios cerebrais?Quem está no poder, isto é o governo.

Política baixa maquiavelista e rasteira de um grupo de agitadores ao serviço do estrangeiro, que coloca no parlamento e nas matas todo jogo de artimanhas..No parlamento  são de uma inutilidade extrema, apenas bloqueiam.No diálogo com o governo não trazem argumentos fiáveis.Estas coisas devem ser ditas e não omitidas ao cidadão.O momento exige vigilância até  ao desarme total da Renamo.É do interesse do cidadão saber o que a motiva  a Renamo, e a quem está prestando  serviço.Não é bom que as pessoas transfiram para o governo o pomo da discórdia, ou incapacidade militar deste, em  pôr cobro à situação.A crise política  actual reflecte o grau de desconforto nas hostes de forças obscuras, pelo facto do partido Frelimo,ter após eleições consolidado a sua posição como partido da governação, obtendo uma maioria absoluta. O presidente Filipe Nyusi tem o  total apoio dos moçambicanos para debelar a situação, e claro está, sem  cedências de ordem  constitucional.Ao ministro dos Negocios Estrangeiros espera-lhe muito trabalho a ser executado.

Incapazes de bater legalmente o partido Frelimo nas urnas eleitorais,  o plano de acção dos adversários do governo, voltaram-se às tentativas de bloqueamento, ditar o timing de desgaste à governação, com vista ao favorecimento ao seu jogo de interesses económicos imediatos.A questão  autarquias regionais vem depois do governo recusar a idéia de governo de unidade nacional, e de gestão.Vem depois de vários cenários  de conspiração, ensaiados contra o partido Frelimo, e o governo.O factor externo vive em polvorosa, no contratempo com o tempo, rematando de todos flancos, contra  a sustentabilidade do regime, em busca de uma brecha constitucional.Eles ainda acham que há povos mais propensos à ciência e racionalismo, por exemplo.Usando a Renamo na questão paridade, nas forças armadas e polícia pretendem o retorno ao AGP, o que nem faz sentido.A questão da despartirização do aparelho de estado também emperrou, culpa da Renamo.O diálogo não poderá ter sucesso enquanto a Renamo exigir o impossível, a partilha de Moçambique, através da dita partirização dos instrumentos do poder.Qual a base legal destas exigências? Temos uma democracia à medida do possível, que recusa  a coabitar com interesses sombrios, corporizados de Afonso Dlhakama e seus apaniguados.O povo moçambicano votou pela democracia, paz e desenvovimento e tem direito de viver em paz

Unidade Nacional, Paz e Progresso

 Inacio Natividade

 Inácio Natividade. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo.

 

 

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