Opinião

Diferentes saberes

“A educação é um acto de amor, por isso, um acto de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa” – Paulo Freire

Há exactamente 22 anos realizou-se a primeira oficina de Teatro do Oprimido em Moçambique. O palco escolhido foi a bucólica cidade de Inhambane. Duas dezenas de actores de vários quadrantes da zona sul do país completavam o cenário. Expectantes. Excitados pela oportunidade de participar numa “experiência-piloto” sobre algo que lhes era completamente desconhecido. Teatro do Oprimido? O que seria tal coisa?

A resposta – longe de se esgotar em 10 dias – foi construída ao longo dos dias de trabalho. Tudo novo, sendo que o primeiro grande desafio foi da aceitação do facto de que “tudo se pode transformar”. O Teatro do Oprimido fundamenta-se em três grandes princípios: a reapropriação dos meios de produção teatral pelos oprimidos, a quebra da quarta parede que separa o público dos actores e a aceitação da insuficiência do teatro para a transformação social. Leia mais…

Por Belmiro Adamugy
belmiro.admugy@snoticias.co.mz

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