Opinião

Diálogo sim, mas governo de gestão ou governo regional autónomo nunca!…

O que nos opõe a Afonso Dlhakama é toda a sua forma de estar na política.Se fosse um cidadão comum não nos importava, temos tantos tribalistas, radicalistas ex-colaboradores do regime apartheid  por aí, acontece porém que ele é o lider da oposição política.

Ele nem pertence à minha família política, enquanto sou patriota, ele é testa de ferro de interesses político ideológico e económicos estrangeiros em Moçambique. Sempre sustentei através de artigos semanais no jornal domingo, que o comportamento tipológico do líder da Renamo, era de alguém  fazendo uma distorção gravissima da democracia.Nos comicios utiliza uma linguagem ostensivamente insultuosa e abusiva a parceiros políticos, que envergonham o pais e não compatibilizam com o estatuto político que ocupa, à custa da democracia representativa que acreditamos ser a forma cívica, adulta e ajustada aos anseios mais intimistas dos moçambicanos. Por diversas vezes afirmei que ele tinha uma agenda própria, o mais saliente porém, não é o facto  que o lider a Renamo seja considerado peça imprescindivel à sustentabilidade democratica de Moçambique, mas o facto de ele julgar ter capacidade de desviar a democracia, aumtipo de inteligência no seu grau mais primitivo e a guerra.

Neste momento um dos objectivos de Afonso Dhlakama é usar o activo político adquirido das últimas eleições, às últimas consequências. Por outras palavras a Renamo irá tentar usar os ganhos  em seu benefício para obter vantagens económicas, de forma ao que considera dar maior equilíbrio de poder, favorável à sua organização. A tomada de posse dos deputados quer  a nível provincial e nacional são trunfos a esgrimir no jogo de paciência à exigências, e as forças residuais, uma arma de pressão política em obediência a táctica de acordo com os timings por ele estabelecidos. Dhlakama acha-se um estratega, porque enquanto o governo trabalhava para economia e para os moçambicanos e atraia os investimentos estrangeiros, ele arquitetava um pequeno exército à volta da sua guarda presidencial herdada do AGP, com a finalidade de chantagear, paralisar o trabalho e o processo de desenvolvimento económico.Age e pensa em função a estratégia  baseada na chantagem.Se em politica vale tudo, Dlhakama usa a prerrogativa, marcanndo pontos, incluindo na sedimentada falsa questão propalada farsa eleitoral.Ele sabe que perdeu e bem as eleições, contudo usa a mentira e capitaliza opiniões de sectores menos experientes nesta questão de guerra  psicológica, na intenção de vergar o governo a concessões que lhe interessam. Depois da ideia do governo de gestão ser regeitada do governo, mudou o discurso passando a afirmar desejar um governo regional autónomo, onde o seu partido teve maior expressão eleitoral; Dhlakama é todo ele um contrasenso, um irresponsável political player, movido de ilimitada ambição de derrubar o partido Frelimo do poder, e nem sequer omite a mentalidade reacionária importada da guerra fria.No mais degradante espectáculo de intolerância étnico tribal exibido em Nampula, exauriu todos adjectivos ofensivos contra o poder constituido.

Depois do que escutamos a conclusão é de que todos fomos ofendidos, e ninguém fica iimune à ameaça divisionista, tribalista e neocolonialista que Dhlakama representa, e nem mesmo Deus, sob o risco do fim do mundo chegar antes da hora.Esse não foi discurso de um líder da oposição politica, mas de um incitador a violência armada e agitador e fomentador tribalista.Nenhum ano novo será bom ano para Moçambique, e para familia moçambicana  e negócios enquanto não seja dado provimento  ao dossier Afonso Dhlakama.

Quanto à exigência da Renamo de governar onde o partido teve maior expressão eleitoral, o seguinte: A Constituição da República determina que Moçambique se organiza territorialmente em províncias, distritos, postos administrativos, localidades e povoações.Na actual constitução da república é inexequivel, e não vejo nenhuma brecha para transformar uma província numa autarquia local, sem tocar na  constituição.A provincias têm o seus governadores que são os pivots do desenvolvimento autónomo regional, focados em eliminar assimetrias regionais.Por outro lado em Outubro último tivemos eleições presidencias e legislativas, e não referendum sobre autonomia regional. E aproveito o ensejo para perguntar ao senhor Giles Gistac se esta leitura que faz da constituição é por encomenda da Renamo ou sustentada para por côbro ao que ele considera de diferendo politico entre Renamo e governo.Por mim não passa de uma opinião de que discordo total e completamente, mas opiniões há muitas.Em Moçambique não existe nenhum conflito político, a Renamo deve resignar-se aceitando o resultado das eleições validadas pelo CC, e não querer usar a farsa como cavalo de batalha para os seus interesses inconfessáveis.Perdeu as eleições e basta.É que todos partidos participaram na gestão do processo eleitoral. Pessoalmente entendo que é no parlamento que a Renamo deve colocar as suas reivindicações, e que os seus 89 deputados quer a nivel nacional e provincial levantem o boicote parlamentar.Entendo ainda que o dialogo governo e Renamo se deve limitar a questão da integração das forças residuais  forças armadas , policia e sociedade, sob o risco de Dlhakama polarizar ainda mais a sociedade  politica nacional; todas as remanescentes questões no diálogo deveriam ser transferidas para o Parlamento.

Finalmente é fundamental para a manutenção do Estado, o princípio da unidade que regula e pacifica os conflitos de diversos grupos que formam uma sociedade. Portanto é necessário que os cidadãos se entendam como responsáveis por este princípio e não só o defendam como também o sustentem.Quanto mais vasculhamos sobre esta matéria vamos descobrindo toda a sujidade encapotada à volta, e não há hipocrisia que resista.Quanto pude entender a presidência de Filipe Nyusi é dirigida de forma a congregar os elementos e anseios mais profundos representado a Nação, contudo houve alguns a não entender o alcance da mensagem, havendo mesmo entre a oposição política quem achasse que estas palavras eram uma promessa de algum gabinete ministerial.Parece-me que em Moçambique há gente para tudo, e nem tem que ver com a liberdade de expressão ou perspicácia.Oponho-me por inteiro àqueles que por protagonismo ou interesses pessoais vão ignorando o mais valioso manifesto da democracia,o pleito eleitoral, procurando evidenciar-se por via de pressupostos legais discutíveis,mesmo que politicamente não se importem de hipotecar a integridade nacional, como se neste houvesse ocorrido um referendum regional.

PS. Como autor do texto reservo-me no direito de não permitir que o texto seja reproduzido na rede social, na ferramenta de busca google por qualquer blog que nao seja o jornal domingo

Os heróis da Pátria Amada nunca sessão esquecidos.

A Ordem dos Advogados de Moçambique e outras organizações já vieram pronunciar-se, considerando que os discursos do líder da Renamo concorrem para a criação de um clima de instabilidade política, e consubstanciam o cometimento de alguns crimes punidos por lei.

“Temos previsto no artigo 167 e 168 do Código Penal a rebelião armada e incitamento à guerra civil.

Inácio Natividade

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