Opinião

DHLAKAMA RECORREU À FALACIA PARA MENTIR AOS MOÇAMBICANOS E AO MUNDO

Como já nos habituou desde que passou a usar os meios de comunicação de massa para se fazer ouvir publicamente, o Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, voltou, esta sexta-feira última, a recorrer à pura falácia, para mentir aos moçambicanos e ao mundo em geral, alegando que já quer sair da toca em que se escondeu desde Outubro passado na região de Gorongosa, para que possa fazer também a sua pré-campanha eleitoral, tal como o estão a fazer outros políticos que querem concorrer às eleições gerais de Outubro próximo, mas que não pode sair, porque está cercado pelas Forças Armadas do Governo que, na sua óptica, o querem matar.

Esta alegação é mesmo dum falacioso, e para que todos os que vão ler este meu artigo saibam com maior exactidão porque é que digo que ele recorreu uma vez mais à falácia, aqui explico o que é que o meu predilecto Dicionário O Verbo diz sobre este termo ou palavra: Falacia é uma mentira com que se intenta prejudicar alguém; qualidade do que é enganador, argumento falso ou apresentação de um facto forjado que aos incautos pode parecer verdadeiro, com o intuito de os conduzir a chegar a uma conclusão errada, para a prossecução da intenção do autor dessa falácia.

Assim explicado o que é falácia, vou daqui em diante, expor esta outra mentira de Dhlakama, de que quer sair da toca mas não pode porque está cercado. Isto é uma grande mentira que não ficaria bem a um homem da sua idade, mas que encaixa bem nele, porque ele é de facto um dos tais políticos que pululam por este País e pelo resto do Mundo que segundo Giovani Papini, passam a vida a dizer o que não pensam e pensam o que não dizem, e fazem o que não dizem e dizem o que não fazem. Ele é um 90% de falsos políticos que, segundo Henry Kissinger, passam a vida a causar a dor de cabeça dos 10% que comprazem os verdadeiros políticos em qualquer Pais.  

Mas antes de expor esta sua nova falacia, passo a transcrever o que disse nesta última sexta-feira através duma teleconferência, para o benefício dos que não ouviram nas rádios ou não viram nas TV´s ou que não leram nos jornais. Aqui está:“Eu quero sair daqui da Gorongosa. Quero estar com a minha família, com vocês, na cidade, com amigos e com todos, mas o Governo continua a mandar tropas para aqui e cercar-me, de modo a impedir-me de me organizar. Também quero fazer pré-campanha e o tempo está a acabar”, disse Dhlakama, alegando que precisava de garantias de segurança para iniciar também a sua pré-campanha para as eleições gerais que se avizinham.

Os outros candidatos já estão a fazer pré-campanha. Embora eu não tenha sido legitimado ainda como candidato, sou o líder da Renamo e preciso de fazer trabalho partidário.Quero organizar-me também para as eleições”, afirmou, no que deu a entender que nunca lhe foram dadas essas garantias de segurança, mas que na verdade sempre as teve em sobra, e só as perdeu quando, sem justa causa, voltou a se meter nas matas de Gorongosa, não porque tivesse de novo apetite da carne de caça que sempre comeu durante os 16 anos da guerra desestabilizadora que levou a cabo até 1992, ou das perdizes que são até o símbolo da sua Renamo, mas sim, para recomeçar a mesma guerra que teve agora como prova irrefutável os ataques contra civis inocentes que começou a protagonizar em Abril do ano passado, e nos quais matava também as mesmas tropas governamentais que agora alega que o cercam porque o querem matar. Mesmo assim, esta sua alegação cai completamente por terra, porque no dia 8 deste mês, Dhlakama saiu dessa toca em que tem estado a viver para poder se recensear, num processo que teve um total envolvimento do Governo de Guebuza. Se de facto houvesse a intenção de o matar como ele diz, nunca teria sido o mesmo Governo a organizar toda uma complexa e onerosa logística para que ele se pudesse recensear.

Ora, se o Governo ou, já agora, as Forças Armadas criaram todas as condições para ele sair em segurança da sua toca até chegar ao Posto em que se recenseou, o mesmo Governo poderá agora criar condições para ele sair em segurança até onde ele quer que vá para começar a fazer também a sua pré-campanha como diz ser sua intenção. Mas o que deixa sem roupa ou completamente nua esta sua falacia que como vimos é uma mentira que visa enganar os incautos, é que se teme ser morto pelas Forças Aramadas do Estado, ele não poderá mesmo assim fazer essa pré-campanha pelas cidades e outras zonas deste nosso imenso, belo e riquíssimo País, porque estas mesmas forças não estão só em Gorongosa, como estão espalhados por todo o território que compraz este Moçambique. Esta alegacão de Dhalakama é mais um engodo dele, como bem disse-me na última sexta-feira o Dr. José Katupa, num inteligente comentário sobre esta nova alegacão de Dhlakama e que acabou inspirando-me este artigo. Ele dizia que se as tropas são uma ameaça para ele, então terá de exigir a sua retirada de todo o País para que ele possa fazer essa sua Pré-Campanha e obviamente toda a campanha eleitoral propriamente dita.   

De facto, se formos pela lógica desta sua falácia, para que ele possa fazer a campanha, terá de exigir a retirada não só das tropas que alega que o cercam, como teria de exigir a retirada de toda as que estão por todo o País, para que não o matem. Ou será que os que o querem matar são apenas os que estão la em Gorongosa e os outros não têm essa intensão ou ordens dos seus Comandos, que neste caso incluem alguns oficiais provenientes dos antigos guerrilheiros da sua Renamo. Como se pode ver pelos factos que aqui arrolei, Dhlakama não corre nenhum risco de ser morto em Gorongosa e pode abandonar aquela região sob a protecção do Governo tal como esteve sob a sua protecção durante todos os mais de 20 anos que viveu na sua casa aqui na cidade de Maputo que neste caso fica a uns 500 metros da Presidência da República onde trabalha o no Presidente Armando Guebuza.

DHLAKAMA É PELA RETIRADA DAS TROPAS PARA CONCCRETIZAR O SEU PLANO MILITAR

Na verdade, a exigência de Dhlakama de que Guebuza deve retirar todas as tropas de Gorongosa não é porque teme que o matem, mas sim, porque estão a inviabilizar o seu Plano Estratégico Militar que vinha concebendo desde que se instalara em Santungira e que, segundo fontes da Renamo que são contra esta sua opção belicista, visava o treinamento de pelo menos 4.000 (sim, quatro mil homens) novos guerrilheiros até por estas alturas deste ano de 2014. Com este número de homens armados que Dhlakama esperava ter treinado já até este ano com a ajuda duma certa Embaixada aqui sediada cujo País nunca viu com bons olhos a Frelimo mesmo quando ainda lutava de armas na mão pela nossa independência nacional ou quando ainda apoiava o ANC de Mandela na sua luta contra o diabólico apartheid, esperava usá-los para concretizar o seu plano maior que era impedir, primeiro, a realização das eleições municipais que tivemos a 20 de Novembro último, em que a sua Renamo não participou sem justa causa, e depois impedir já em ponto maior, as gerais que estão agendadas para o dia 15 de Outubro próximo.

Tanto quanto pude apurar dos renamistas que são contra este Plano Militar de Dhlakama, o ataque a Santungira é que deitou por água-abaixo esta opção belicista que o teria permitido que tivesse de novo homens armados em todo o País para criar o terror à semelhança do que o fazia durante a guerra dos 16 anos que moveu ao serviço do apartheid na Africa do Sul e da ex-Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe. Os mesmos ranamista afiançaram  que esta decisão de Dhlakama sair das matas para fazer a pré-campanha foi ordenada por tal Chancelaria durante uma reunião realizada no Hotel Cardoso em Maputo no dia 15 deste mês  entre um destacado membro dessa chanceleria e o Macuiane e Rahil Khan, e que foi a mesma Embaixada que providenciou o equipamento  com que Dhlakama fez a teleconferência em que voltou a fazer revelação de que está pré-disposto a sair da toca mas que não pode porque está cercado. Disseram-me que foi essa mesma Chancelaria que se terá reunido com Dhalkama no últmo dia 12, e que o terá ordenado a sair e que daria-lhe nada menos, nada mais que 3,500 milhões de dólares para poder financiar essa sua pré-campanha. O que leva Dhlakama agora a optar por sair da toca é em cumprimento das ordens que lhe têm sido ditadas por essa Chancelaria, porque há estudos que indicam que a opção militar nunca jamais iria resultar numa derrocada do Governo da Frelimo e numa eventual ascensão da Renamo ao poder com era o principal objectivo desta estratégia agora frustrada com o assalto à Santungira que já funcionava como uma Academia Militar da Perdiz. É pois, como uma tentativa de refazer esta Academia que leva Dhlakama a alegar que não pode sair da toca em que está sem que Guebuza retire todas as suas tropas que alegadamente o cercam. Se de facto o Governo as retirasse, ele iria intensificar ainda mais o treinamento, porque de facto ele nunca parou de treina-los mesmo depois do assalto a Santungira no dia 21 de Outubro do ano passado. O ataque só conte a velocidade com que os treinava. Como já disse, se o problema é a unidade militar que lá está estacionada que o ameaçam, então terá a mesma ameaça em todos os locais em que fará a sua pré-campanha, porque as tropas estão em todas as zonas do País.         

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