Opinião

De colete à prova de bala

Tive, há dias, a oportunidade de trabalhar no Teatro Operacional Norte (TON), integrado no grupo de jornalistas nacionais e estrangeiros que escalaram algumas zonas outrora nas mãos dos terroristas na província de Cabo Delgado. Para tal, viajei de Maputo a Pemba.

O primeiro dia foi para acomodação e alguns acertos para a viagem às zonas de conflito, tudo sob batuta de um oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). A começar, o oficial tratou de nos sensibilizar que estávamos numa zona de guerra e que tínhamos de cumprir as orientações militares. No segundo, continuámos de prontidão enquanto os responsáveis pela logística culminavam os preparativos para a viagem que nos levaria a Mocímboa da Praia, precisamente nas zonas recuperadas dos terroristas pela força conjunta (Moçambique/Ruanda).

A partida de Pemba estava marcada para as 8.00 horas, mas só viria a acontecer por volta das 9 horas e 45 minutos. Primeiro passámos por um dos quartéis para levantarmos coletes à prova de bala.

Chegados ao aeroporto, foram-nos distribuídos os coletes, com peso de 11 quilos, sem contarmos com o capacete. No total éramos 21 jornalistas nacionais, que deviam se juntar em Palma aos estrangeiros, de forma que a aeronave (o helicóptero MI 24) tinha de levar outros coletes para estes colegas. Em razão disso, houve excesso de peso, o que obrigou a repartição do grupo em dois, sendo que o primeiro partiu directamente para Afungi, distrito de Palma. Leia mais…

Por Domingos Nhaúle
domingos.nhaule@snoticicas.co.mz

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