Opinião

Da Finlândia a Cabo Delgado

Quatro acontecimentos prenderam a minha atenção na semana finda. Refiro-me à partida do primeiro navio cargueiro contendo gás natural liquefeito do projecto Coral Sul para o mercado internacional, o que torna Moçambique num importante “player” nesta área; as visitas do Presidente da República, Filipe Nyusi, à Finlândia e Portugal, e a disponibilização de 66 milhões de dólares pelo PNUD para a reconstrução dos distritos afectados pelo terrorismo, em Cabo Delgado.

Da visita à Finlândia, achei pertinente o “check list” do Chefe de Estado ao escolher visitar a Wartsila, que providenciou grande parte da tecnologia da Central Termoeléctrica de Ressano Garcia (CRTG); e a Vaisala, que fornece equipamento, sobretudo radares, para a previsão do tempo, e a duas escolas sendo uma primária e outra técnico-profissional.

A inclusão da titular da pasta de Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, na delegação à Finlândia, no meu entender, significa que Moçambique percebe, e bem, que tem de ir à busca de outras referências para o seu/nosso processo de ensino e aprendizagem.

A Finlândia hoje é referência mundial em educação, mas até o final dos anos 1960 sofria com baixos índices de desenvolvimento, o desempenho dos seus estudantes não impressionava nos rankings de ensino internacional e a evasão escolar era um grave e grande problema. O país decidiu investir na educação como peça-chave para a transformação social e hoje é o que é.  Leia mais…

Por André Matola
andre.matola@snoticias.co.mz

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