Opinião

Da escola do partido Frelimo a potencial Presidente da República

O discurso da oposição política está mesmo esgotado. Nas semanas que antecederam a realização da III sessão do Comité Central, a media conotada com a oposição, centralizou o seu discurso evocando potenciais cisões, rupturas, clivagens e desunião no seio da cúpula do partido Frelimo. Sem um programa político alternativo e vazio de ideias, não havia outra matéria a explorar para ver se causavam danos de opinião ao partido do governo.

Era um manifesto em linguagem desesperada ao sentirem a pujança do partido Frelimo, no seu exercício cinquentenário de escolher o sucessor de Armando Guebuza.

Foi uma reunião onde a maturidade do partido veio ao de cima, com a demonstração inequívoca de coesão política e unidade. Com efeito, o partido de Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano e de Armando Guebuza, num manifesto transparente de democracia interna, elegeu o sucessor do actual presidente e candidato às eleições de 2014.

Filipe Jacinto Nyusi fica assim o candidato a nível nacional para a Presidência da República, dada a influência histórica, social e económica do partido Frelimo em Moçambique. Nyusi torna-se assim no candidato natural do povo moçambicano. Daquele povo que a Frelimo lutou e libertou do colonialismo e fascismo português.

Mas no escrutínio interno foi necessário uma segunda volta. Uma segunda volta entre Filipe Nyusi e Luísa Diogo, já que na primeira volta tinha havido um empate técnico.Na segunda ronda Nyusi conseguiu conquistar a vitória ao somar 135 votos, que correspondem a 68 por cento, contra apenas 61 votos de Luísa Diogo (31 por cento).

A política não é uma ciência exacta, mas a democracia interna e a transparência permitiram ao partido Frelimo sair mais fortalecido e coeso. Esta é a leitura obtida das células do partido, desde a localidade à província, no país inteiro, passando pelas células do partido Frelimo na Europa, Estados Unidos e Canadá.

Ficou também patente o investimento do partido na sua juventude. Filipe Nyusi é um produto genuino da cartilha ideológica no sentido pedagógico da Frelimo, ainda na fase da luta de libertação, onde era ainda criança.O partido Frelimo tem uma escola de vida temperada na sua visão política filosófica, onde têm saido quadros dirigentes do partido e estado.

Para não estar em causa a governabilidade do país, o partido tem de vencer as eleições de 2014 e não só. A vitória que se avizinha será por números arrebatores, porque não existe alternativa credível ao partido Frelimo.

Na sessão do Comité Central em nenhum momento houve tendência a interferir com a disciplina dos trabalhos. Houve sim uma coesão interna e manifesto de unidade para que o momento fosse mais inclusivo em sensibilidades com a inclusão de antigos membros de Comité Central, que vieram animar as discussões.

O partido Frelimo é um partido da governação, e a sua liderança nacional sai após decisão do Comité Central mais reforçada, num momento em que o país necessita de maior firmeza na construção de mecanismos que reforcem a soberania e dêem continuidade ao crescimento económico.

Efectivamente no plano nacional não se vislumbra nenhum partido dotado de manancial de quadros à altura do desafio e experiência governativa. Nenhum partido com vocação patriótica é capaz de produzir um programa com garantia de governabilidade sustentável de resultados práticos a curto médio e longo prazo, nem no parlamento.

Enquanto a oposição onde é conhecido por “bancada da indisciplina” a oposição não apresentou o quer que fosse de interesse nacional.Em questões concretas e objectivas de governação e organizacionais partidária à oposição que temos em Moçambique deixa a desejar. Não temos uma oposição capaz de constituir-se em alternativa política.

Posso mesmo afirmar sem margem para dúvidas que de tudo quanto os mocambicanos conseguiram de positivo até aqui devem-no ao partido de Eduardo Mondlane, Samora Machel, Alberto Chissano e Armando Guebuza.

Filipe Nyusi tem a seu favor um quadro optimizado pelas conquistas na área internacional, onde Moçambique goza de enorme credibilidade junto às instituições financeiras internacionais e junto dos agentes económicos.

Moçambique Rumo ao Progresso

 

Inácio Natividade

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