A liderança da Renamo fartou- -se de ver e ouvir o seu membro sénior António Muchanga a lançar farpas sem cessar sobre a idoneidade e legitimidade do presidente do partido, Ossufo Momade, o qual, até prova contrária, foi eleito por maioria dos membros no último congresso, em 17 de Maio de 2024. Quer dizer, tendo em conta o desfecho eleitoral de Maio de 2024, Ossufo Momade está em pleno gozo dos seus direitos de dirigente, pois o mandato tem duração de cinco anos. Lembrar que no último congresso votaram 674 eleitores e a distribuição de votos foi a seguinte: Ossufo Momade 383, Elias Dhlakama (147), Ivone Soares (78), Alfredo Magumisse (48), André Magibire (15) e Pedro Murema (2).
É importante também recordar que o congresso de 2024 foi realizado num ambiente tenso devido ao impedimento de Venâncio Mondlane concorrer ao cargo de presidente do partido. O agora líder do Anamola fez de tudo para suceder a Ossufo Momade – que concorria para o segundo mandato – tendo até conseguido uma autorização judicial, mas que de nada valeu porque imperou a vontade interna da Renamo.
Foi desse congresso que a Renamo saiu politicamente fragilizada muito por culpa dos seus próprios membros sedentos pelo poder do que propriamente devido a um trabalho sério dos partidos adversários.
Nesse tempo, por exemplo, não se falava de Albino Forquilha, Podemos ou Anamola. O adversário sério da Frelimo era a Renamo. Fomos às eleições gerais de Outubro de 2024 num ambiente de incertezas sobre o poderio da Renamo, sobretudo devido à fuga de Venâncio Mondlane, outros quadros e também à forma como Elias Dlhakama e outros militantes do partido reagiram à derrota infligida por Ossufo Momade. Leia mais…

