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VITHA MANGUE: Ainda temos resquícios do colonialismo em nós

Por Luísa Jorge

Durante o confinamento social, fruto da pandemia da covid-19 que assolou o mundo em 2020, Vitha Mangue O’da Silva teve um momento de instrospecção, que culminou com a reconversão da sua existência. Renunciou aos seus ofícios na UNESCO, na área de diplomacia cultural, foi aprender artesanato. Nesta arte sente-se como peixe na água. Decidiu, então, criar seu próprio atelier em Paris, a “Cidade luz” onde vive desde a tenra idade.

Paris é, para si, um lugar onde o peso da cultura e da arte fazem dela uma referência mundial.

Filha de pais moçambicanos, naturais da Zambézia, que foram parar àquele país ocidental da Europa por motivos profissionais, Vitha foi moldada num ambiente onde a africanicidade sempre foi exaltada, o que a permitiu absorver diferentes culturas e tradições do continente.

“Em casa recebíamos amigos de vários cantos de África. Falava-se muito sobre os nossos países e a nossa tradição e cultura. Ainda tenho memórias do que se dizia,” recorda. Leia mais…

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