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Vida dura na baixa de Ricatlha

Por Abibo Selemane

Vive-se assim todos os anos na baixa de Ricatlha, município de Marracuene, província de Maputo. Dezenas de casas de alvenaria no meio da água parcial ou totalmente submersas. Algumas vias de acesso que ligam aquele bairro aos outros estão completamente interrompidas. Durante a noite, os malfeitores aproveitam-se da escuridão para perpetrar assaltos e violações sexuais.

Não há posto policial, unidade sanitária, nem estabelecimento de ensino. Para obter estes serviços, os moradores deslocam-se para os bairros vizinhos como a vila de Marracuene ou ao município de Maputo.

Pais e filhos convivem neste ambiente. Não se mudam para outros locais, alegadamente, porque não têm condições financeiras para adquirir um novo talhão ou uma casa em zonas seguras.

São exemplos Margarido Rafael e Ivo Diogo, que encontramos a passear nas margens da lagoa na companhia de seus filhos, enquanto outros vizinhos pescavam e cuidavam das machambas.

As casas destes munícipes ainda se encontram submersas. Margarido Rafael adquiriu o talhão na lagoa de Ricatlha por 20 mil Meticais em 2020, num suposto nativo. Seguidamente recebeu o título de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) no distrito de Marracuene.

Visivelmente triste, descreve o drama: “é sempre assim. Quando comprei, não se acumulava água nesta zona. Houve período em Leia mais…

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